Celular de Daniel Vorcaro, nas mãos da PF, apavora políticos em Brasília
Vorcaro tem um longo histórico de problemas nos tribunais por causa de operações fraudulentas realizadas no mercado financeiro
Preso na noite da segunda-feira (17, Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, teve o passaporte apreendido ao tentar sair do país.
A apreensão do celular de Vorcaro pela Polícia Federal, causa alvoroço no meio político de Brasília.
Membros do alto escalão do governo Lula e da oposição mantinham boas relações com o banqueiro e suas conversas estão registradas no aparelho ou na nuvem, deixando muito político preocupado em se afastar do caso.
Vorcaro tem um longo histórico de problemas nos tribunais por causa de operações fraudulentas realizadas no mercado financeiro.
Cerca de cinco anos atrás, ele foi preso num caso envolvendo operações fraudulentas em Rondônia, quando chegou a pensar até em delatar, mas acabou vitorioso nos tribunais.
No curso de sua atividade acumulou inúmeros inimigos e procurou construir amizades no meio político nacional.
Segundo um interlocutor, Daniel Vorcaro “está em desalento na prisão”.
Vorcaro foi preso por liderar uma facção criminosa responsável, segundo a PF, por crimes bilionários contra o sistema financeiro nacional.
Mesmo sabendo de sua iminente prisão e de buscas de apreensão em seus endereços pessoais, Vorcaro anunciou a venda do Banco Master ao grupo Fictor.
Segundo a revista Veja, os registros de entrada do edifício de alto padrão localizado na rua Surubim 373, em São Paulo, onde fica o grupo Fictor, são considerados puro ouro.
A liquidação do Master vem revelando um cenário desolador na questão financeira e possíveis fraudes estruturais desde que o Banco Central decretou a liquidação da instituição na terça-feira (18), com os passivos ultrapassando R$ 56 bilhões, segundo levantamento feito pelo jornal Estado de São Paulo.
Auditores destacam as dificuldades na avaliação do valor de mercado de fundos de investimento, direitos creditórios e precatórios, além de operações societárias. Segundo o relatório, parte relevante dos fundos do Master investia em ativos que “não são ativamente negociados no mercado”, o que aumenta o risco de distorções significativas nos valores apresentados.
Com a investigação ainda em curso e a consolidação dos dados nas mãos do interventor nomeado pelo Banco Central, o caso Master se consolida como um dos mais graves do sistema financeiro brasileiro em décadas, com potencial para gerar perdas bilionárias e abalar a confiança no mercado de crédito privado.
*Fonte: Veja




