Dia 13 de junho celebra o dia de Santo Antônio, uma data importante para o catolicismo brasileiro. Sua história é cercada por simpatias, folclore e tradições populares. O documento que serviu para explicar a canonização do santo reuniu os 53 milagres atribuídos à sua intercessão, mas nenhum deles teria relação com casamento. A maioria estava associada a problemas de saúde. Segundo profissionais que trabalham com hagiografia, tipo de biografia que consiste na descrição da vida de algum santo ou beato – existem duas histórias que amparam a fama de santo casamenteiro.
A primeira é que Santo Antônio defendia que os casais deveriam ficar juntos por amor. Era contra casamentos combinados por interesse entre famílias, o que chamava de mercantilização do sacramento. A outra versão, segundo a lenda, diz que Antônio teria desviado, certa vez, donativos recebidos pela igreja para ajudar uma moça a conseguir dinheiro suficiente para o dote que era necessário ao seu casamento. Existe também uma terceira versão sobre uma jovem pobre que queria se casar e foi ajudada pelo Santo. Foi com essas histórias que ele ganhou fama de casamenteiro.
Quem foi ele?
Visto como um dos mais importantes santos do Catolicismo, Santo Antônio nasceu em 15 de agosto de 1191 em Lisboa, Portugal. É conhecido como padroeiro dos pobres, protetor das crianças e dos jovens, patrono de Portugal e da cidade de Pádua (Itália), além de santo casamenteiro.
Filho de uma família privilegiada, aos 15 anos, entrou em um convento. Iniciou sua vida religiosa atuando como frade agostinho no Convento de São Vicente de Fora, e depois foi para o Convento de Santa Cruz, onde estudou as leituras da Bíblia e da literatura patrística, científica e clássica.
Após se tornar franciscano, em 1220, começou a viajar frequentemente. Foi o primeiro Doutor da Igreja franciscano, e ministrou aulas em universidades italianas e francesas. Aos 36 anos, morreu na cidade de Pádua, na Itália.
Simpatias
Quando o assunto é casamento o Santo passa aperto. As pessoas fazem de tudo para laçar um pretendente e não poupam esforços para isso. Segundo a lenda, nessa tentativa, retiram o Menino Jesus, que o santo traz no colo, e só o devolvem quando a graça é alcançada. Outras colocam a imagem com o rosto para a parede, amarram-na ao pé de uma mesa ou mergulham na água de cabeça para baixo, até serem atendidas.
Há também as que arrancam o resplendor (coroa luminosa que se coloca nas imagens dos santos) e o substitui por uma moeda. Esses são castigos que fazem com que Santo Antônio tome atitude e arrume um namorado para a pessoa o mais rápido possível, ficando livre da penitência.
É conhecido como o santo das coisas perdidas. Para achar um objeto deve-se rezar o Responso (versículos que se rezam ou cantam alternadamente pelos dois coros, depois dos ofícios divinos; oração a um santo para que apareçam as coisas perdidas ou não suceda males) de Santo Antônio para encontrá-lo.
A distribuição do bolinho, neste dia, também é uma tradição. Quem encontrar uma medalhinha ou uma aliança, no pedaço do bolo que receber vai se casar bem rapidinho. Mas, não é só no altar que o Santo ajuda. Dizem que o pãozinho de Santo Antônio, atrai fortuna. Neste dia, muitas pessoas fazem e distribuem os pães. Eles devem ser guardados, por um ano, para que nunca falte na mesa.

