Com a chegada do frio e o aumento de casos de doenças respiratórias, a Prefeitura de Barão de Cocais, por meio da Secretaria de Saúde, está reforçando o apelo à população para que se vacine contra a gripe. O município registrou, até esta terça-feira (21), 215 casos de síndrome gripal (SG), 14 de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) e 51 de Covid-19 somente em 2025.
Apesar dos números em alta, a adesão à vacinação contra a Influenza continua abaixo do ideal. Apenas 49,84% do público-alvo recebeu a dose, enquanto o recomendado pelo Ministério da Saúde é de pelo menos 90%.
A vacina está disponível em todas as unidades básicas de saúde (UBSs) da cidade. Para facilitar o acesso, às quintas-feiras os postos funcionam até as 20h, com atendimento exclusivo na sala de vacinação. Grupos prioritários como crianças, idosos, gestantes, puérperas, profissionais da saúde e pessoas com comorbidades são os mais indicados para se vacinar.
“A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir complicações, internações e óbitos causados pelos vírus da gripe. É um cuidado que protege não só quem toma a vacina, mas também toda a comunidade”, destaca a médica Amanda Martins, do PSF São João Batista.
Rede de saúde em alerta
O aumento nos casos de síndromes respiratórias reflete diretamente na demanda por atendimentos na rede pública. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Alberto Pinto Coelho já acumula 3.439 atendimentos apenas na primeira quinzena de maio. Em abril, foram 5.960 – o maior número do ano até agora.
Para atender a crescente procura, a unidade reforçou a equipe médica, passando a contar com quatro profissionais em cada turno. Ainda assim, a Secretaria de Saúde pede que a população utilize os serviços de forma consciente.
Segundo Rhaysller José, diretor clínico do hospital Waldemar das Dores, o avanço das síndromes gripais preocupa porque, em toda a região, incluindo Belo Horizonte, existe um alto índice de ocupação dos leitos hospitalares. “O avanço das doenças respiratórias tende a aumentar ainda mais essa demanda, pressionando uma rede de saúde já sobrecarregada”, lamentou.
Quando procurar a UBS e quando ir à UPA?
De acordo com as orientações da Secretaria de Saúde, sintomas leves – como tosse, coriza, febre baixa e dor de garganta – devem ser tratados nas UBSs, que estão preparadas para acolher esses casos e realizar os primeiros atendimentos.
A UPA deve ser acionada apenas em situações mais graves, como febre alta persistente, dificuldade para respirar, dor no peito, confusão mental ou agravamento do quadro clínico.
“O momento exige a colaboração de todos. Manter a vacinação em dia, procurar o local certo de atendimento e adotar medidas de prevenção, como higienização das mãos e uso de máscara em locais fechados, são atitudes que fazem a diferença para evitar o colapso da rede de saúde”, alertou o diretor clínico Rhaysller José.

