Imagens aéreas divulgadas pela Prefeitura de Congonhas mostram a dimensão dos estragos provocados pelos extravasamentos registrados em estruturas das minas de Fábrica e Viga, da mineradora Vale, no município. Os registros revelam danos estruturais significativos e alterações visíveis em cursos d’água, após dois episódios ocorridos no último domingo (25) e em um intervalo inferior a 24 horas.
Nas imagens é possível observar a destruição de uma via pavimentada utilizada pela mineradora, parcialmente soterrada pela lama e comprometida pela força do carreamento. O extravasamento também alcançou drenagens naturais, contribuindo para a mudança na coloração da água em córregos que deságuam no rio Maranhão, principal curso hídrico da cidade e afluente do Paraopeba.
Diante do cenário, a Prefeitura suspendeu os alvarás de funcionamento das atividades da Vale em Congonhas, classificando os episódios como situação de risco ambiental concreto. O município condiciona a retomada das operações à adoção de medidas técnicas rigorosas, como plano de monitoramento dos sistemas de drenagem, controle de turbidez e acesso integral do poder público aos dados ambientais. A administração municipal também criticou a demora na comunicação dos eventos.
Já a Vale sustenta que os extravasamentos foram de água com sedimentos, que estão contidos e que não houve carreamento de rejeitos de mineração nem impactos às comunidades. A empresa afirma ainda que suas estruturas seguem estáveis e que as causas estão em apuração.
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