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Prefeitura de Monlevade ainda faz levantamento de bens a serem leiloados

Prédio que já foi sede da Câmara, PM e PC continua fechado - Foto: Cíntia Araújo/DeFato

Mais de 30 dias após a DeFato divulgar a intenção da Prefeitura de João Monlevade em leiloar alguns móveis e imóveis do município, o Executivo ainda não se manifestou sobre a relação dos itens a serem disponibilizados. A reportagem questionou a Comunicação da Prefeitura, que mais uma vez afirmou que os bens ainda estão sendo levantados por comissão específica.

Tal justificativa foi utilizada inclusive por um dos concorrentes da licitação de leiloeiros, ocorrida em 16 último, para pedir a nulidade do sorteio ocorrido naquela data. Conforme declarado por Fernando Caetano Moreira Filho, no dia 16, a Comissão de Licitação da Prefeitura fez o sorteio do leiloeiro vencedor, a partir dos documentos dos inscritos. Contudo, no edital consta que todos os leiloeiros seriam convocados, por escrito, para o sorteio, e na convocação, o Município informará a descrição, o estado de conservação e o valor mínimo estabelecido para comercialização de cada um dos bens a serem leiloados.

Diante deste e de outros argumentos apresentados, a comissão de licitação da Prefeitura optou por anular o processo e só convocar novo sorteio tão logo o Executivo disponha da relação dos bens a serem leiloados, devidamente avaliados.

Prédios que podem ir a leilão

Dentre os prédios que se encontram fechados e podem ir a leilão estão o da antiga delegacia de Polícia. O local, que já sediou a Câmara de João Monlevade, está fechado desde março de 2018. Próximo a este prédio outra construção encontra-se fechada: o Centro de Referência em Saúde Bucal (Cresb). Fechado para reforma em agosto de 2018, o Cresb deveria reabrir em outubro do mesmo ano. No entanto, um ano depois ainda não há previsão de retorno do atendimento.

O assunto já foi repercutido entre os vereadores. Belmar Diniz (PT) disse ser contrário a questão, citando que o município gasta mais de R$475 mil anualmente com aluguel de imóveis para sediar serviços à população, enquanto alguns prédios estão de portas fechadas. Já Djalma Bastos (PSD) disse ser favorável ao leilão. “Tem que vender mesmo. Os governos estadual e federal também estão fazendo isso. É preciso fazer avaliação profunda, talvez um bom leilão gere um investimento futuro”, reforçou Djalma.

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