Site icon DeFato Online

Projeto oferece treinamento gratuito para atendimento de vítimas de paradas cardiorrespiratórias

parada cardiorrespiratória

Foto: Divulgação

Salvar vidas. Esta é a missão do projeto “Mãos que Salvam”, conduzido pela itabirana Luciana Caldas. Criada há cinco anos, a ação oferece treinamento gratuito para abordagem adequada e imediata de vítimas de PCR (parada cardiorrespiratória) e OVACE (parada respiratória por obstrução das vias aéreas por corpo estranho ou engasgo).

Segundo Luciana, 80% das paradas cardiorrespiratórias ocorrem fora do hospital, por isso é fundamental a sociedade estar preparada para o primeiro atendimento, antes mesmo da equipe médica chegar. Caso a vítima seja socorrida imediatamente, sua chance de sobrevivência triplica e o risco de sequelas neurológicas diminui consideravelmente. As manobras, garante ela, são extremamente simples de serem aprendidas.

Foto: Divulgação

O Mãos que Salvam foi criado em 2018, quando Luciana atuava no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Itabira. Ela relembra o início.

“Trabalhando no Samu, percebia que a abordagem das vítimas de PCR só era iniciada quando a nossa equipe chegava, e isso influenciava no péssimo desfecho das vítimas. Muitas não voltavam da PCR e as que voltavam, quase invariavelmente, tinham sequelas neurológicas muito graves pelo tempo de hipóxia (falta de oxigênio para o cérebro), isso me motivou a iniciar o projeto. Diferente de muitos países, o Brasil não tem a cultura do ensino dos primeiros socorros nas escolas e para a sociedade como um todo”, explica.

“As vítimas de PCR e OVACE dependem de socorro imediato para terem chance de sobrevivência e de permanecerem com a função neurológica preservada. Elas dependem que alguém ao lado inicie as manobras antes mesmo do Samu chegar. Só assim poderemos mudar o desfecho de suas vidas”.

Foto: Divulgação

Os treinamentos são feitos com manequins específicos e envolvem simulações de RCP (ressuscitação cardiopulmonar) e manobras de desengasgo em adulto, criança e bebê. Os participantes também têm a oportunidade de manusear o DEA (desfibrilador externo automático). Tudo em um local definido pelos próprios interessados.

Realizado às quartas-feiras, o Mãos que Salvam é conduzido apenas por Luciana atualmente, que também atua como plantonista da UTI do Hospital Municipal Carlos Chagas (HMCC). Sua expectativa é que o projeto desperte outro olhar da sociedade para o tema.

“Precisamos evoluir, acredito que através de divulgação como esta, estamos no caminho certo. É preciso informação para o reconhecimento da importância e convencimento de multiplicarmos essas ações”, finaliza.

A assistência é oferecida a diferentes grupos, como escolas, igrejas, academias, condomínios, clínicas médicas e odontológicas, faculdades, lojas, empresas e clubes. Para participar, é necessário entrar em contato pelo WhatsApp (31) 99655-4635.

Exit mobile version