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Projeto que aborda conteúdo da Lei Maria da Penha em escolas municipais avança na Câmara de BH

Projeto que aborda conteúdo da Lei Maria da Penha em escolas municipais avança na Câmara de BH

Foto: Divulgação/PBH

A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou em 2º turno, nesta segunda-feira (13), o Projeto de Lei 528/2025, que torna obrigatória a abordagem de conteúdos ligados à Lei Maria da Penha, aos direitos das mulheres e ao combate à violência contra a mulher no contraturno escolar da rede municipal de educação integral. A proposta recebeu 32 votos favoráveis e 8 contrários.

De autoria das vereadoras Loíde Gonçalves, Juhlia Santos e Luiza Dulci, o texto altera a Lei 11.243/2020, que já prevê o tratamento de temas como empreendedorismo e noções de direito e cidadania no contraturno das escolas municipais. Com a mudança, o debate sobre violência de gênero passa a integrar esse conjunto de conteúdos.

Durante a tramitação, a defesa do projeto foi sustentada com o argumento de que o enfrentamento à violência contra a mulher não deve se limitar à resposta após os crimes, mas também incluir prevenção por meio da educação. Na discussão em plenário, a vereadora Loíde Gonçalves afirmou que a proposta nasceu de debates realizados pela Comissão de Mulheres da Câmara, em desdobramento de ações do Agosto Lilás.

Segundo a Câmara, uma das justificativas apresentadas durante a votação foi o cenário de violência contra mulheres em Minas Gerais e em Belo Horizonte. De acordo com os dados mencionados no plenário, o estado já registrou mais de 157 mil casos de violência doméstica e familiar contra a mulher em 2025. Na capital, foram citados mais de 18 mil casos de violência doméstica no último ano, além de 31 tentativas de feminicídio e 18 feminicídios consumados.

Também autora do projeto, Luiza Dulci defendeu que a proposta busca uma transformação de caráter estrutural ao levar o tema para dentro das escolas e discutir a violência com meninas e meninos. A leitura das parlamentares é de que a formação sobre direitos, respeito e prevenção pode atuar no longo prazo sobre a cultura da violência.

Com a aprovação em definitivo, o texto segue agora para sanção ou veto do Executivo municipal. Caso seja sancionada, a nova regra passará a incorporar de forma obrigatória o estudo da Lei Maria da Penha e dos direitos das mulheres às atividades realizadas no contraturno da educação integral em Belo Horizonte.

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