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Romeu Zema foi o entrevistado do programa “Roda Viva” da última segunda-feira; confira a repercussão

Romeu Zema foi o entrevistado do programa "Roda Viva" da última segunda-feira; confira a repercussão

Foto: Reprodução/TV Cultura

Na noite de segunda-feira (25), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), foi o convidado do programa “Roda Viva”, da TV Cultura, conduzido por Vera Magalhães, que colocou em destaque sua postura em relação à população de rua e levantou sinais claros de que o mineiro já estaria ajustando sua retórica para pavimentar uma eventual candidatura à Presidência da República em 2026.

Durante a entrevista, Zema usou termos fortes ao abordar o tema da população em situação de rua. Afirmou que a maioria é “dependente química” e vive em condições deploráveis de higiene e segurança.

Comentou também que essas pessoas prejudicam o comércio e deveriam aceitar a proposta de ir para comunidades terapêuticas, mesmo com regras rígidas como horários e rotinas — que muitos rejeitam. Ele acusou o governo federal de omissão: “Estamos criando verdadeiros chiqueiros humanos nas grandes cidades do Brasil, por omissão do setor público”.

Em outras declarações recentes, chegou a dizer que, no Brasil, ser “morador de rua virou um estilo de vida”, e defendeu uma lei proibindo dormir na rua — desde que haja oferta de abrigos ou condições adequadas em prefeituras.

Essas falas geraram ampla repercussão, com críticas de movimentos sociais e de parlamentares de esquerda, que enxergaram as declarações como insensíveis, estigmatizantes e desumanizadoras.

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Indícios de sinalização para a eleição presidencial de 2026

A entrevista também trouxe elementos que reforçam a percepção de que Zema está calibrando sua imagem para a corrida presidencial. No exemplo mais claro, ele minimizou sua vinculação com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apesar de compartilhar algumas pautas, como combate à corrupção e defesa da família.

Zema ressaltou que ele e Bolsonaro nunca pertenceram ao mesmo partido ou estiveram lado a lado no primeiro turno, mas que houve comunicação prévia com o ex-presidente sobre o anúncio de sua pré-candidatura — estratégia que, segundo ele, “ajuda a unir a direita no segundo turno”.

Além disso, em outra oportunidade recente, ao comentar sondagens eleitorais, Zema deu sinais de que está monitorando cuidadosamente sua performance: afirmou que em 2018 começou como candidato “totalmente desconhecido” e destacou que “a pesquisa que conta é a do dia da eleição”, acrescentando que “tem muita água para passar debaixo da ponte” até 2026.

Também apontou que seu vice, Mateus Simões (Novo), ganhará mais visibilidade a partir de abril de 2026, quando assumirá o governo do estado — indicando uma estratégia para fortalecer a imagem do grupo político de olho nas eleições.

A bancada de entrevistadores em destaque

A entrevista contou com uma bancada plural de jornalistas experientes, entre os quais estava Edilene Lopes, destacada como colunista da Rádio Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Ao lado dela estiveram:

A participação de Edilene Lopes, em especial, reforça o alcance midiático da entrevista, conectando Minas Gerais com os grandes centros de opinião nacional.

Conclusão

A participação de Romeu Zema no “Roda Viva” serviu como palco para reafirmar seu discurso conservador em temas sociais, ao mesmo tempo em que revelou movimentações estratégicas delicadas rumo à eleição presidencial de 2026. Suas declarações sobre a população em situação de rua acenderam alertas em setores progressistas, enquanto suas falas sobre alianças políticas e gestão de imagem indicam um posicionamento ativo no tabuleiro eleitoral nacional.

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