Pré-candidato à presidência, Zema sugere remoção forçada de moradores de rua
Zema defende que pessoas em situação de rua sejam levadas para abrigos, mesmo contra a sua vontade
O Novo foi o segundo partido a anunciar uma pré-candidatura à próxima eleição presidencial, que ocorrerá no ano de 2026. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, será o nome à frente do projeto político da sigla na corrida pelo Planalto. Entre as propostas do mineiro ao pleito, está a sugestão de remoção forçada de pessoas em situação de rua nas cidades brasileiras.
Como o Portal DeFato Online noticiou, Romeu Zema é oficialmente o pré-candidato do Novo à presidência da República. O anúncio foi feito na Conferência Nacional do partido, em São Paulo. Embora ainda haja um longo caminho até o início da campanha, Zema se adianta em busca de angariar o apoio de diferentes seguimentos da política nacional.
Entre as candidaturas do campo político da direita, Zema se coloca na disputa com o veterano Ronaldo Caiado (União-GO), que se lançou ao pleito em abril. Portanto, os dois protagonizam a disputa em torno do campo político da direita (e extrema-direita), num momento em que o ex-presidente Jair Bolsonaro está inelegível e espere pelo julgamento do STF no processo envolvendo a tentativa de golpe de Estado, em janeiro de 2022.
Zema compara pessoas em situação de rua a carros e defende remoção compulsória
Desde o início da semana, o governador concedeu entrevistas a diferentes veículos jornalísticos, anunciando suas princiapis ideias e projetos de país.
No que diz respeito ao tema da segurança pública, Zema apontou como pretende lidar com um problema social comum às grandes cidades brasileiras: o crescente número de pessoas em situação de rua, sem-teto e sem ocupação. Para o governador, porém, essas pessoas são como carros estacionados em local proibido.
Em entrevista à BBC News, publicada no último dia 15 de agosto, Zema deu a declaração. “Se alguém deixa o carro estacionado num lugar proibido, o carro não é guinchado?”, questionou o governador. E completou: “Agora vai ficar alguém na porta de um comerciante que paga imposto, que gera emprego, fazendo sujeira, atrapalhando, ameaçando o cliente. Ninguém pode fazer nada”.
O governador sugeriu a criação de uma lei nacional que proíba as pessoas de dormirem ou acamparem em vias públicas. Ele indica que elas abrigos e centros de recuperação as recebam, mesmo que contra a sua vontade.
Anistia
Aliado de Jair Bolsonaro e um dos governadores que marcam presença nos atos em defesa do ex-presidente, Romeu Zema reafirmou a sua posição favorável a uma anistia aos envolvidos na tentativa de golpe de Estado, como fizera em junho. “”Mantenho [essa posição] sim. Eu não estou à procura de voto, estou à procura de solução”, disse. “Por que não dar anistia? Acho que nós temos de passar uma régua nisso, uma borracha, e olhar para o futuro”, afirmou.
Em relação às sanções econômicas impostas pelo governo do estadunidense Donald Trump ao Brasil, enfim, Zema declarou apoio. Contudo, ele nega que a tentativa de interferência estrangeiras nos assuntos da Justiça brasileira. Na sua visão, o presidente Lula é o responsável pelas sansões de Trump, que ameaçam afetar negativamente a economia do país a partir deste semestre.




