Em uma live realizada na noite desta quinta-feira (25), o prefeito Marco Antônio Lage (PSB) fez um alerta à população de Itabira: “enquanto não diminuir a taxa de transmissão, não podemos normalizar a cidade”. O recado é dado em um momento em que Itabira assiste a escalada da Covid-19, com aumento de casos e óbitos — além de um sistema saúde extremamente pressionado.
De acordo com Marco Antônio Lage, após a adoção de medidas mais rigorosas de enfrentamento ao coronavírus, houve uma queda da taxa de transmissão (RT), que passou de 1,27 para 1,23. Isso significa que a cada cem pessoas infectadas, outras 123 podem contrair o vírus. “A taxa de transmissão ainda é muito alta e requer muita atenção e isolamento social. O grande esforço é baixar essa taxa para menos de 1. Só assim poderemos normalizar a cidade”, ressaltou.
Em relação ao sistema saúde, os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) seguem com 100% de ocupação. Já as enfermarias não estão mais operando em sua capacidade máxima, pois a taxa de ocupação caiu para 86% — o que só foi possível com a abertura de 28 novos leitos no Hospital Municipal Carlos Chagas (HMCC).
Mais atendimento
A Prefeitura de Itabira ainda trabalha para abrir, em breve, outros 24 novos leitos de enfermaria no Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD). Também está previsto que mais dois leitos de UTI comecem a operar no HMCC — faltando apenas a definição das equipes que irão atuar nessas unidades.
Somado a esses esforços, está sendo criado o Hospital de Retaguarda de São Gonçalo do Rio Abaixo, uma parceria entre Itabira, Vale e a Prefeitura de São Gonçalo do Rio Abaixo, que terá, a princípio, 36 leitos. Mas que podem ser ampliados até 50 leitos. “Esse hospital dará uma grande ajuda para enfrentarmos esse momento”, destacou Marco Antônio Lage.
A previsão é de que essa unidade hospitalar entre em funcionamento em cerca de 20 dias. “A Vale tem um contrato com uma empresa de recursos humanos que trará de outros lugares as equipes de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, psicólogos para atuarem nesse hospital”, explicou Marco Antônio Lage.
Além disso, assim que o centro médico entrar em operação em São Gonçalo, os 24 leitos de enfermaria que serão abertos no HNSD serão transferidos para lá. Em contrapartida, o Hospital Nossa Senhora das Dores receberá 24 novos leitos de UTI.

