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SES-MG apresenta plano de prevenção contra dengue e doenças respiratórias para o período chuvoso

SES-MG apresenta plano de prevenção contra dengue e doenças respiratórias para o período chuvoso

Foto: Ramon Agostinho/DeFato Online

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG detalhou, nesta quinta-feira (8), o plano de ações para prevenção e enfrentamento da dengue, de outras arboviroses e das doenças respiratórias no estado. As medidas foram apresentadas durante coletiva à imprensa pelo secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, com foco no período de maior transmissão, que costuma se intensificar entre fevereiro e abril, em meio a calor e chuvas frequentes.

Segundo a SES-MG, o planejamento começou ainda em setembro do ano passado e envolve atuação conjunta com os municípios, reforço da vigilância epidemiológica, preparo da rede assistencial e ampliação das estratégias de imunização. Em 2025, Minas Gerais registrou 118.858 casos prováveis de dengue, uma queda de 92% em relação a 2024. No mesmo período, foram confirmados 17.803 casos de chikungunya e 26 de zika. Para sustentar esse cenário, o estado informou ter destinado cerca de R$ 210 milhões a ações de enfrentamento das arboviroses.

Durante a coletiva, Baccheretti ressaltou que o atual momento reúne condições favoráveis à proliferação do mosquito transmissor e exige mobilização contínua do poder público e da população.

“É importante lembrar que este é o momento da infestação do Aedes aegypti. Ele precisa de água parada, precisa de chuva e calor, e nós estamos exatamente nessa época. Estamos iniciando um dos janeiros mais chuvosos dos últimos anos, então precisamos estar preparados. Desde setembro, o Estado de Minas vem trabalhando com os municípios de forma preventiva, usando drones para mapear focos, orientando agentes de endemias e atuando em locais de difícil acesso. Mas é fundamental lembrar que mais de 80% dos focos estão dentro das casas. Quando a pessoa cuida da própria residência, ela protege a rua, o bairro inteiro.”

Entre as medidas operacionais, a SES-MG destacou o uso de drones para identificar pontos com água parada, a aplicação de larvicidas em áreas de difícil acesso e o reforço das equipes municipais. A secretaria também orientou as prefeituras a estruturarem salas de hidratação e a ampliarem a capacidade de atendimento para o período de aumento de casos, com recursos repassados de forma antecipada para contratação de pessoal e compra de insumos.

Outro ponto de atenção é a circulação simultânea de três sorotipos da dengue em Minas Gerais, o que eleva o risco de quadros graves. A vacinação integra a estratégia estadual, com a expectativa de ampliação gradual conforme a definição do cronograma nacional. O secretário citou o início da aplicação da nova vacina de dose única desenvolvida pelo Instituto Butantan, com vacinação em larga escala prevista em Nova Lima.

“Este é um trabalho que exige várias frentes ao mesmo tempo. Temos prevenção com orientação e tecnologia, temos a vacina chegando e também novas estratégias, como a liberação de mosquitos produzidos em biofábrica com a bactéria que impede a transmissão do vírus. Estamos nos preparando sempre para o pior cenário, para que depois possamos dizer que deu certo e que não tivemos tantos casos. Vale todo o esforço deste ano, porque no próximo teremos uma proteção ainda maior, com mais pessoas vacinadas e menos casos graves.”

Além das arboviroses, a coletiva abordou as ações voltadas às doenças respiratórias, com destaque para o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causa de bronquiolite em crianças pequenas. Em 2025, Minas registrou 5.010 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 485 óbitos, e 803 casos de VSR, que resultaram em 13 mortes.

Para reduzir internações, o estado ampliou a vacinação de gestantes contra o VSR, estratégia que protege os bebês nos primeiros meses de vida, e adotou o uso do nirsevimabe, anticorpo monoclonal indicado para proteção imediata de lactentes. Até o início de janeiro de 2026, mais de 46 mil gestantes haviam sido imunizadas em Minas.

Segundo a SES-MG, o conjunto de ações inclui ainda a integração entre vigilância epidemiológica e rede assistencial, qualificação de profissionais de saúde e apoio técnico aos municípios, com o objetivo de reduzir impactos do aumento sazonal das doenças e evitar a sobrecarga dos serviços de saúde.

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