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Temendo fechamento de unidades e perda de empregos, trabalhadores do Sistema S protestam contra projeto

Nesta terça-feira (16), um movimento nacional de colaboradores do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) protesta contra o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 09/2023, a ser votado amanhã (17) no Senado Federal. A proposta, já aprovada pela Câmara dos Deputados, prevê a transferência de 5% dos recursos destinados ao chamado Sistema S para a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur).

Em Itabira, o movimento também foi registrado. Próximo à praça Doutor Acrísio Alvarenga, manifestantes protestam e coletam assinaturas para um abaixo-assinado contrário ao projeto. O documento já conta com 500 mil adesões e pode ser assinado online, basta clicar aqui.

Foto: Victor Eduardo/DeFato Online

Impacto enorme

Diretora do Senac Itabira, Flávia Almeida explicou, à DeFato, quais seriam os efeitos da aprovação do PLV. Segundo ela, o impacto vai desde a perda de empregos até a falta de oferta de cursos gratuitos.

“O impacto pode ser muito grande. Pode ser com unidades sendo fechadas, pessoas perdendo emprego, ações deixando de ser realizadas, muitas mil matrículas em cursos gratuitos que podem deixar de acontecer. Porque tenho menos recursos para esse fim. São muitas ações gratuitas e pessoas no país inteiro que já usufruem disso, então é menos 5% de um recurso hoje destinado à comunidade”, afirma.

Foto: Victor Eduardo/DeFato Online

Além de falar sobre o que pode ser perdido, Flávia diz que os manifestantes também estão utilizando outro método: destacar o que já é feito dentro da comunidade.

“Mas a gente tem usado uma outra abordagem, falando do que a gente faz de bom, porque às vezes falamos sobre o que vai perder, mas são muitas coisas boas que fazemos hoje em dia. Temos o programa Senac de gratuidade, o Sesc tem os seus projetos, acabou de ser lançado o programa Senac Mais, que aqui em Itabira a gente já tá fazendo esse movimento. Então o sistema, como um todo, faz muitas ações que dão retorno para as pessoas e as empresas”.

Docente do Senac há cerca de um ano, Marlon Barcelos ressalta o cunho social do trabalho realizado pelas instituições inseridas no Sistema S. Para ele, o corte de recursos afetaria, principalmente, pessoas em vulnerabilidade social.

“O Sesc e o Senac tem um braço social, também trabalhamos com um público de vulnerabilidade social. E através da educação e da qualificação profissional conseguimos perceber a transformação dessas vidas. E é óbvio que o corte na verba, no recurso destinado ao sistema S, vai impactar essas pessoas que dependem de um braço social para se garantirem com uma condição de vida e um futuro melhor”, pontua.

Foto: Victor Eduardo/DeFato Online

O professor ainda faz um pedido. “O apelo que fazemos é que as pessoas acessem as plataformas digitais do Senac e da CNC e assinem esse abaixo-assinado para conseguirmos cancelar essa PLV que tramita no Congresso Nacional”, completa.

Por fim, quem também protesta contra o projeto é a supervisora pedagógica do Senac, Caroline Vitorino. A colaboradora acredita que a consequência da falta de recursos seria ainda mais sentida em uma cidade como Itabira, cuja demanda por cursos profissionalizantes e de qualificação gratuitos é grande.

“Com certeza vai impactar, principalmente aqui em Itabira. O pessoal nos procura muito para a questão da qualificação gratuita. E fechando aqui, o Senac, infelizmente, vai deixar de existir. Não teremos mais essa oportunidade que algumas pessoas, principalmente de baixa renda, têm de se qualificar para o mercado de trabalho”, opina Caroline.

Foto: Victor Eduardo/DeFato Online
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