Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, disse nesta segunda-feira (23) que a terceira dose da vacina contra a covid-19 vai avançar no país somente depois que o Brasil consolidar a aplicação da segunda dose da imunização contra a doença.
“Terceira dose só depois que avançarmos na segunda”, destacou o ministro. A resposta de Marcelo Queiroga foi dada após ele ser questionado sobre a possibilidade de um reforço na vacinação contra a covid-19. “A OMS (Organização Mundial da Saúde), hoje, ditou uma posição no sentido de que não se avançasse na terceira dose enquanto a segunda dose não fosse aplicada na maior parte na população global”, acrescentou o ministro.
De acordo com o Ministério da Saúde, embora o Brasil tenha alcançado um número elevado de pessoas vacinadas com a primeira dose, mais de 8,5 milhões de brasileiros deixaram de voltar ao posto para receber a segunda. Aproximadamente, 55 milhões de brasileiros completaram o esquema vacinal com as duas doses ou dose única do imunizante.
Pedido da OMS
O Diretor-Geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse na última segunda-feira (23) que as vacinas de reforço da covid-19 precisam ser adiadas, pois a prioridade deve ser aumentar as taxas de vacinação em países onde apenas 1% ou 2% da população foi imunizada.
Se as taxas de vacinação não aumentarem em escala mundial, variantes mais fortes do coronavírus podem se desenvolver, e vacinas destinadas como doses de reforço devem ser doadas a países onde as pessoas não receberam a primeira ou segunda dose, disse o diretor durante uma visita a Budapeste.

