Internado por 16 dias em uma UPA na Vila Maria, zona norte de São Paulo, após ingestão de uma dose de vodca contaminada por metanol no dia 26, em um bar de Guarulhos, na Grande São Paulo, Cláudio Crespi (55) apresentou sinais de intoxicação no dia seguinte, com dor abdominal, confusão mental e falta de ar.
O comerciante precisou ser intubado assim que deu entrada na unidade médica.
Transferido para um hospital, os médicos falaram da necessidade de um antídoto, o Fomepizol, que estava em falta.
Um primo médico da advogada Camila Crespi, sobrinha de Cláudio, pediu que a família fosse atrás de um destilado, na ausência do Fomepizol, mas, sem encontrar comércio aberto, o marido de Camila se lembrou de uma vodca russa que o casal havia ganhado de uma amiga.
“Entreguei a bebida nas mãos do meu primo médico, que viu que era 40% de teor alcoólico (precisava ser no mínimo 30%), que a levou à emergência junto com os outros médicos para administrar na sonda”.
“A bebida foi utilizada por quatro dias no tratamento do comerciante, que ficou por coma induzido no período, além de fazer hemodiálise e tomar uma solução para combater a acidez o sangue”.
Cláudio Crespi fala e anda normalmente, mas a visão permanece parcialmente afetada, sem enxergar cores ou luminosidade. No hospital ele fez uso de corticoide para desinflamar o nervo ótico.
Segundo Camila Crespi, ele seguirá em tratamento oftalmológico e tem consulta marcada para esta terça-feira (14), na Santa Casa.
O uso de etanol deve ser feito por sonda e em ambiente hospitalar, com uma equipe médica à frente desse tratamento.
O estado de São Paulo já registrou 5 mortes por intoxicação por metanol em bebidas adulteradas. Até o momento há 25 casos confirmados e 160 em investigação.
*Fonte: UOL

