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Após “Operação Rejeito”, presidente da AMIG cobra reestruturação da ANM e revisão do Código Minerário Brasileiro

Municípios mineradores exigem protagonismo e justiça tributária no maior evento do setor público minerário do Brasil

Marco Antônio Lage, prefeito de Itabira e presidente da AMIG Brasil - Foto: Filipe Augusto/AMIG Brasil

Marco Antônio Lage (PSB), presidente da Associação Brasileira de Municípios Mineradores (AMIG Brasil) e prefeito de Itabira, publicou um vídeo em suas redes sociais comentando sobre a operação “Rejeito”, deflagrada ontem (17) pela Polícia Federal (PF) e que investiga um esquema bilionário de corrupção e exploração ilegal de minério de ferro em Minas Gerais

Classificando como “mais um dia triste” na mineração do Brasil, Marco Lage disse que a prisão de empresários, políticos, dirigentes de ONG’s e do diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM) é resultado de uma entidade que “não fiscaliza, que não regulamenta e que deixa o setor mineral solto”.

“A inércia na organização e na estruturação da ANM produz isso que a gente está vendo: corrupção e crime no Brasil”, disse Marco Antônio, defendendo a reestruturação imediata da ANM. Em seguida, o presidente também afirmou que é impossível o Brasil evoluir no setor mineral sem mudar a legislação vigente. 

“A AMIG vai continuar insistindo! Estruturação da ANM já! É preciso fiscalizar, é preciso regulamentar, é preciso mudar o Código Minerário Brasileiro para a gente evitar isso aqui que a gente está vendo tristemente no dia de hoje: crime e corrupção na mineração, em Minas e no nosso país!”, finalizou.

Operação Rejeito

A ação, realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) e com apoio do Ministério Público Federal (MPF) e da Receita Federal, cumpriu 79 mandados de busca e apreensão e 22 mandados de prisão preventiva, além de determinar o bloqueio e sequestro de bens avaliados em R$ 1,5 bilhão.

Segundo a Polícia Federal, os alvos incluíam servidores públicos afastados de suas funções e empresas com atividades suspensas. O grupo investigado teria atuado para comprar licenças ambientais fraudulentas e obter autorizações irregulares para exploração mineral, alcançando até áreas de preservação e locais tombados. De acordo com as investigações, a atuação ilegal trouxe graves riscos ambientais e sociais, além de dificultar a fiscalização do Estado.

A corporação aponta que a organização criminosa monitorava autoridades e interferia em investigações, usando empresas de fachada e outras manobras para lavagem de dinheiro. O lucro obtido com as práticas ilícitas seria de pelo menos R$1,5 bilhão, com projetos em andamento avaliados em potencial econômico superior a R$18 bilhões.

Os investigados da operação “Rejeito” poderão responder por crimes ambientais, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa, usurpação de bens da União e embaraço à investigação.

 

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