Seis meses após o assassinato do 3º sargento Célio Ferreira Souza, da 17ª Cia. de Polícia Militar Independente, em João Monlevade, os suspeitos do crime continuam presos e aguardando julgamento. Contudo, devido à pandemia do coronavírus, não há previsão para que isso ocorra. O crime ocorreu dia 27 de setembro.
Conforme apurado pela DeFato, os suspeitos cumprem a rotina diária na unidade prisional de Monlevade. Eles não têm qualquer destaque de mau comportamento em suas fichas. O suspeito de ser autor dos disparos e seu comparsa foram presos horas após o crime. Os demais envolvidos foram presos durante investigação da 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil de João Monlevade, que concluiu o inquérito sobre o caso em menos de 30 dias.
Relembre o caso
O assassinato foi premeditado. Essa premeditação não foi necessariamente contra o 3º sargento, mas contra a Polícia Militar. O proprietário da casa onde Célio foi morto foi preso por isso. Conforme investigações, ele atraiu os policiais à sua casa, com a informação de que seu filho estaria sendo ameaçado de morte. “Tanto foi premeditado que o filho que ele disse estar sendo ameaçado, na verdade estava junto dos dois presos pelo assassinato. Ele observou o crime à distância”, informou época a delegada adjunta da 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil de João Monlevade, Camila Batista Alves.
Durante reconstituição do crime , com a participação dos dois presos, verificou-se ainda que C.R.R.M., de 18 anos, foi o autor dos disparos e estava acompanhado de I.O.C., de 20 anos, que veio da cidade de Itabira. Célio morreu em decorrência de dois tiros na cabeça. Tão logo foi atingido pelo primeiro disparo, à curta distância, o policial caiu de joelhos e foi executado com o segundo tiro.

