PM assassinado em Monlevade: mais um envolvido no caso é preso

Preso seria dono da casa onde Célio foi assassinado

PM assassinado em Monlevade: mais um envolvido no caso é preso
Célio Ferreira foi morto em operação contra o tráfico de drogas – Foto: Reprodução/Facebook

Um homem foi preso na manhã desta quarta-feira (9), envolvido no caso do assassinato do 3º sargento Célio Ferreira Souza, da 17ª Cia. de Polícia Militar Independente, em João Monlevade. A Polícia Civil segue investigando a autoria mediata, que diz respeito a envolvimentos de terceiros no crime.

Paulo Tavares garante rápida resposta da Polícia Civil – Foto: Cíntia Araújo/DeFato Online

A reportagem apurou que o homem preso é o dono da casa onde Célio Ferreira foi assassinado. Segundo declarado pelo delegado chefe da 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil, Paulo Tavares, que conversou com exclusividade com a DeFato, a autoria imediata, que é justamente o autor do assassinato, já está esclarecida. Tanto, que a Polícia Civil fez a reconstituição do crime no último dia 3, com a presença dos dois suspeitos. A reconstituição durou cerca de três horas, com início às 20h e término por volta das 23h. Contudo, outros envolvidos são investigados e por isso a prisão de mais uma pessoa na manhã de hoje, a partir do cumprimento de mandado de prisão, busca e apreensão.

 

O crime

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Célio Ferreira foi assassinado justamente no combate ao tráfico de drogas. Ele, que estava de plantão no comando do Tático Móvel, teria atendido uma ocorrência de um pai, que acionou a PM, informando que dois homens iriam até sua casa para matar o filho, que é menor de idade e usuário de drogas. O motivo seria porque o jovem teria pego drogas para vender, mas ao invés disso, fez uso delas. O chefe do tráfico na região, que foi preso após o assassinato, teria dado ordens para que os dois matassem o menor. Desesperado, o pai teria acionado a Polícia Militar.

O sargento Célio foi ao local, acompanhado de dois policiais. Os jovens foram surpreendidos pelos militares, e acuados, fugiram correndo. Célio alcançou um deles, C.R.R.M., que completou 18 anos no dia 18 de julho. Este, de posse um revólver calibre 38, deu pelo menos três disparos, sendo um fatal, que acertou a cabeça do policial. Apesar de priorizarem o resgate do sargento Célio, os outros dois policiais conseguiram reconhecer o autor dos disparos e o comparsa, de 20 anos,  capturando-os cerca de quatro horas depois. Célio Ferreira não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Margarida, quando era preparado para ser transferido de helicóptero para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. Outro suspeito preso é I.O.C., de 20 anos.

 

 

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