Polícia Civil conclui investigações sobre assassinato de PM em Monlevade

Célio Ferreira morreu em emboscada no bairro São João

Polícia Civil conclui investigações sobre assassinato de PM em Monlevade
Polícia Civil concluiu as investigações – Foto: Cíntia Araújo/DeFato Online

A Polícia Civil concluiu as investigações referentes ao assassinato do 3º sargento Célio Ferreira Souza, da 17ª Cia. de Polícia Militar Independente, em João Monlevade. O delegado chefe da 4ª Delegacia Regional , Paulo Tavares, deve convocar uma coletiva de imprensa ainda nesta quarta-feira (23), para falar sobre o caso.

Conforme declarado durante a última coletiva, que teve a presença da delegada adjunta Camila Alves Batista, uma das linhas de investigação era se haveria participação do crime organizado de fora da cidade. Mais necessariamente no mando do crime. Essa questão deve ser relatada durante a coletiva de imprensa.

Emboscada

Arma calibre 38 foi utilizada no assassinato – Foto: Divulgação/PMMG

O assassinato foi premeditado. Essa premeditação não foi necessariamente contra o 3º sargento, mas contra a Polícia Militar.  O proprietário da casa onde Célio foi morto foi preso por isso. Conforme investigações, ele atraiu os policiais à sua casa, com a informação de que seu filho estaria sendo ameaçado de morte. “Tanto foi premeditado que o filho que ele disse estar sendo ameaçado, na verdade estava junto dos dois presos pelo assassinato. Ele observou o crime à distância”, informou a delegada.

Reconstituição

Durante reconstituição do crime , com a participação dos dois presos, verificou-se ainda que C.R.R.M., de 18 anos, foi o autor dos disparos e estava acompanhado de I.O.C., de 20 anos, que veio da cidade de Itabira. Célio morreu em decorrência de dois tiros na cabeça. Tão logo foi atingido pelo primeiro disparo, à curta distância, o policial caiu de joelhos e foi executado com o segundo tiro.