“A Vale não pode ser soberba nem arrogante”, diz André Viana ao defender maior proximidade da empresa com os municípios mineradores

Presidente do Sindicato Metabase de Itabira e Região defendeu que a mineradora amplie o diálogo com trabalhadores e municípios impactados pela atividade mineral

“A Vale não pode ser soberba nem arrogante”, diz André Viana ao defender maior proximidade da empresa com os municípios mineradores
Foto: Alan Henrique/Ascom Sindicato Metabase de Itabira e Região
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O presidente do Sindicato Metabase de Itabira e Região e membro do Conselho de Administração da Vale, André Viana Madeira, defendeu uma maior aproximação da mineradora com os territórios onde atua e ressaltou a responsabilidade social da empresa com trabalhadores, comunidades e municípios impactados pela atividade mineral. A declaração foi feita durante a cerimônia de inauguração do Prédio de Laboratórios e Simulação Realística da Funcesi, realizada na terça-feira (30), empreendimento que recebeu investimento de R$ 9,9 milhões da multinacional.

Ao comentar a relação da companhia com os municípios mineradores, André Viana afirmou que a empresa precisa fortalecer sua presença institucional e ampliar o diálogo com as populações diretamente afetadas pela mineração, especialmente em cidades com forte ligação histórica com a companhia, como Itabira.

“A Vale tem um papel social que precisa ser cumprido em todos os setores, em especial com os municípios em que ela está, que ela explora. Itabira é um desses municípios, e não melhor do que os outros, mas com uma história de nascença e continuidade da Vale aqui na cidade, que merece sim [mais diálogo]”, afirmou.

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A fala do dirigente sindical acontece em um momento em que Itabira intensifica o debate sobre diversificação econômica e preparação para o cenário pós-mineração, tendo a educação, a inovação e a atração de novos investimentos como pilares estratégicos para o desenvolvimento futuro do município.

Diálogo com comunidades e trabalhadores

Durante a entrevista, André Viana também mencionou declarações recentes do presidente-executivo da Vale, Gustavo Pimenta, sobre a necessidade de a empresa manter uma postura mais próxima dos territórios onde opera. Para o sindicalista, essa aproximação deve acontecer não apenas por razões econômicas ou de mercado, mas como parte de um compromisso histórico e social da companhia.

“Nas falas do próprio presidente da empresa, o CEO Gustavo Pimenta, que ele disse recentemente em uma entrevista para um grande jornal, a Vale não pode ser soberba nem arrogante — e, com certeza, não pode. A Vale tem o dever de conversar com os trabalhadores e também com a população e comunidade que tem os impactos pela mineração”, ressaltou.

André Viana argumentou que a posição alcançada pela mineradora no mercado global está diretamente associada aos trabalhadores, às comunidades e aos territórios onde a empresa desenvolveu suas operações ao longo de décadas.

“Então é de extrema importância que a empresa cumpra não só pelo mercado, mas por uma essência de gratidão às terras que dão riqueza para ela, às concessões municipais, estaduais e federais, uma vez que ela é uma grande concessionária que precisa do poder concedente”, declarou.

O presidente do Metabase acrescentou que a responsabilidade corporativa da Vale deve ultrapassar as metas tradicionais de governança e sustentabilidade, incorporando uma relação mais próxima com as populações impactadas pela atividade minerária.

“A empresa Vale tem um papel, não só no ESG [Ambiental, Social e Governança na tradução da sigla para o português], mas também um papel de essência de estar próximo dos povos, das comunidades, dos povos originários e dos trabalhadores que dão a ela o patamar de mercado e o patamar mundial e econômico que ela está hoje”, destacou.

Relação histórica com Itabira

Ao final da entrevista, André Viana reforçou a ligação histórica entre a mineradora e as cidades onde desenvolve suas operações, destacando que essa relação não pode ser dissociada da trajetória de desenvolvimento econômico e social desses territórios.

“Se a Vale está onde está há 84 anos, existe um vínculo direto que não pode ser negado, que não pode ser usurpado com a população, com os estudantes, com os povos, com as cidades, principalmente nas quais ela opera”, finalizou.