A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizou, na manhã desta quinta-feira (14), a 12ª Reunião Extraordinária para discutir a situação das unidades de atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no Estado. O encontro aconteceu no auditório da Casa e teve como foco a insuficiência dos valores repassados para o custeio das atividades e o crescente déficit enfrentado pelos consórcios de saúde responsáveis pela gestão do serviço.
A audiência pública reuniu parlamentares, representantes do governo estadual, gestores de consórcios intermunicipais de saúde e profissionais que atuam no atendimento de urgência. Os participantes destacaram que, apesar da importância do Samu para salvar vidas em situações críticas, os repasses financeiros não têm acompanhado o aumento dos custos operacionais, o que ameaça a continuidade e a qualidade do serviço em diversas regiões.
+ Quando quem salva vidas pede socorro: Samu de Minas pode parar
+ Quem paga a conta? Sem previsão de reajuste pela União, déficit do Samu fica para o Estado
Segundo relatos apresentados, muitos consórcios acumulam dívidas significativas e enfrentam dificuldades para manter equipes completas, abastecer ambulâncias e garantir a manutenção da frota. Foi ressaltada a necessidade de uma revisão nos critérios de financiamento, com aumento dos repasses e definição de responsabilidades claras entre União, Estado e municípios.
Ao final, ficou acordado que a Comissão de Saúde encaminhará recomendações aos órgãos competentes e buscará articulação junto ao governo federal para ampliar os recursos destinados ao Samu em Minas Gerais.

