Mais essa! 94% das cidades mineiras podem perder o SAMU em meio a denúncia de rombo de R$ 57 milhões
Os investimentos na manutenção do Samu são compartilhados entre os governos federal, estadual e municípios, com o Ministério da Saúde respondendo por 50% da verba.
Em ofício enviado à União, dez consórcios de saúde que atendem a 800 municípios de Minas Gerais, o que representa 93,7% de cobertura do território mineiro e deram prazo até a próxima terça-feira (8) para que o Ministério da Saúde (MS) ou o governo estadual iniciem tratativas para estabilizar os recursos destinados ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), sob pena de paralização das atividades em todas as localidades onde atuam.
No ofício, os consórcios denunciam a expectativa de um rombo de cerca de R$ 56,8 milhões no custeio do Samu 192 neste ano de 2025.
Trecho a que O Tempo teve acesso, diz: “cruzando o limiar do aceitável e colocando em risco a eficiência do serviço junto à população”.
Simultâneo a isso, os cerca de 2 mil condutores socorristas pressionam por direitos e melhores salários.
Os investimentos na manutenção do Samu são compartilhados entre os governos federal, estadual e municípios, com o Ministério da Saúde respondendo por 50% da verba. No entanto, denúncias dos socorristas do SUS-MG afirmam que a União tem repassado somente 8% a 40% do valor estabelecido.
Como exemplo, enquanto o consórcio da rede de urgência da região Macro Nordeste e Jequitinhonha (CISNORJE) afirma ter recebido algo em torno de R$ 1,5 milhão mês do Ministério da Saúde em 2024, o que corresponde a 40,21% da verba total do serviço, o consórcio Leste de Minas (CONSURGE), afirma ter recebido 8,3% (R$ 371,2 mil) repassados pelo Ministério da Saúde no mesmo período.
O Conselho Estadual de Saúde de Minas Gerais (CES-MG) afirmou à reportagem que tem acompanhado o imbróglio.
Fonte: Samu




