Prepare-se para um espetáculo celestial: no dia 5 de novembro, a Lua entrará em sua fase cheia, oferecendo uma visão ainda mais impressionante.
Esta será a maior Superlua do ano, com o satélite natural aparecendo cerca de 8% maior e 16% mais brilhante do que uma Lua cheia comum. O fenômeno, que combina astronomia e tradições antigas, promete encantar observadores noturnos.

O Fenômeno da Superlua
Mas o que exatamente torna essa Lua “super”? A explicação reside na órbita irregular da Lua ao redor da Terra. Em vez de um círculo perfeito, ela segue uma trajetória elíptica, aproximando-se mais do planeta em um ponto chamado perigeu – cerca de 356 mil quilômetros de distância – e afastando-se no apogeu, chegando a mais de 406 mil quilômetros.
Quando a fase cheia coincide com o perigeu, ou muito próxima a ele, surge a Superlua. Especialistas em astronomia, como o presidente da Associação Paraibana de Astronomia, Marcelo Zurita, destacam que o termo vem da astrologia e é usado para popularizar a ciência.
Embora não haja um consenso científico rigoroso, ele ajuda a atrair interesse para eventos lunares. A NASA aponta que, nessa posição, a Lua pode influenciar marés mais intensas, mas isso se deve ao perigeu, não à fase cheia em si.
Por Que Parece Maior e Mais Brilhante?
A diferença de cerca de 50 mil quilômetros na distância causa um efeito visual marcante. Mesmo que nem sempre seja perceptível a olho nu, a Lua pode parecer até 14% maior e 30% mais luminosa. Para apreciar ao máximo, observe ao entardecer, quando ela se ergue no horizonte.
Nesse momento, a refração atmosférica dá à Lua um tom alaranjado vibrante, ampliando a ilusão de tamanho.







