Desde 2001, o Vaticano usa exclusivamente o vinho da vinícola Heras Cordón, em Rioja, para suas cerimônias litúrgicas. Essa prática, iniciada por João Paulo II e continuada por Bento XVI e Francisco, exige que o vinho seja feito 100% de uvas maduras, sem aditivos, e com teor alcoólico até 18 graus.
Por que o Vaticano escolhe esse vinho específico? A resposta remonta ao Concílio de Florença, em 1438, que determinou padrões rigorosos para o vinho usado em celebrações religiosas. O vinho deve possuir certas características para ser considerado litúrgico: ser de coloração escura e produzido sem aditivos que possam alterar sua pureza, assegurando o caráter sagrado das cerimônias. Assim, a escolha da Heras Cordón como fornecedora oficial reflete seu compromisso em atender a todos esses requisitos de qualidade e tradição.
Consumo de vinho no vaticano
Apesar da pequena população, o Vaticano impressiona pelo alto consumo de vinho. Embora dados específicos do Instituto do Vinho da Califórnia não sejam confirmados, estima-se que o país consuma uma quantidade considerável de vinho per capita. Isso representa a importância cultural e religiosa que a bebida possui no Estado papal, onde o vinho não é apenas uma tradição, mas parte vital das celebrações religiosas da Igreja Católica.
A vinícola Heras Cordón, reconhecida pela qualidade de seus vinhos, orgulha-se de ser escolhida para um papel tão prestigiado. Seu vinho tinto atende a todos os requisitos litúrgicos exigidos pela Igreja e simboliza tanto a herança cultural quanto a continuidade das práticas religiosas católicas. Anualmente, cerca de 2.000 garrafas são enviadas ao Vaticano, representando um vínculo de longa data com a Santa Sé.







