Os aposentados e pensionistas do INSS enfrentarão um aumento nos custos do crédito consignado. Em uma decisão recente, o Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) aprovou, por 12 votos a 1, um novo teto de juros de 1,85% ao mês para essas operações. Essa mudança representa um aumento de 0,05 ponto percentual em relação ao limite anterior de 1,8%, que estava em vigor desde janeiro.
Justificativa para o aumento e impacto
A elevação do teto foi motivada pelas recentes altas na Taxa Selic, que subiu de 12,25% para 14,25% ao ano. Com essa mudança, muitos bancos interromperam a concessão de crédito consignado, alegando que as condições atuais tornavam as operações inviáveis. Embora os bancos tivessem solicitado um teto de 1,99% ao mês, o governo optou por um limite de 1,85% em apoio a uma proposta da Confederação Nacional do Comércio (CNC).
Com o novo limite, as instituições financeiras poderão retomar ou continuar a oferta de crédito consignado. Dados do Banco Central mostram que, na última semana de fevereiro, o Banco da Amazônia cobrava 1,84% ao mês, acima do teto, o que resultou na suspensão da oferta dessa modalidade de crédito. Por outro lado, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil mantinham taxas de 1,8% ao mês.
O que esperar futuramente
A aprovação do aumento do teto de juros ocorre em um cenário econômico incerto. O CNPS já indicou que monitorará a Selic. Embora o limite do crédito consignado tenha sido reduzido anteriormente, o recente aumento não acompanhou a alta da taxa básica. Isso gera preocupações sobre a acessibilidade do crédito para aposentados e pensionistas, especialmente com instituições como Itaú e Santander suspendendo a oferta de consignado devido às condições desfavoráveis.






