Em um cenário considerado “improvável, mas possível”, cerca de 12 milhões de pessoas nos Estados Unidos podem perder suas casas para o avanço do mar até o ano de 2100. A projeção foi feita em 2017 pelo grupo de pesquisa Climate Central, com base em dados da NOAA, agência que estuda o clima e os oceanos.
O motivo principal está no aquecimento global, que provoca o derretimento das geleiras e o consequente aumento do nível dos oceanos. No cenário mais grave, os pesquisadores calculam que o mar pode subir, em média, 2,4 metros até o fim do século.
Em algumas regiões, essa elevação pode chegar a 3,5 metros. Esse avanço das águas teria consequências devastadoras: milhões de propriedades desapareceriam e os prejuízos econômicos poderiam atingir 12 trilhões de dólares.
Cidades em risco de desaparecer
De acordo com o estudo de 2017, áreas que concentram hoje 99% da população de 287 cidades americanas poderiam simplesmente sumir do mapa. Em mais de 2 mil municípios, metade dos moradores estaria em zonas de risco de inundação.
O relatório destaca que esse cenário extremo mudaria completamente a geografia urbana dos Estados Unidos. Cidades inteiras seriam redesenhadas pela força da natureza, e locais que hoje estão em terra firme ficariam debaixo d’água.
Entre os exemplos mais alarmantes está Nova York. Só na cidade, uma região que atualmente abriga 800 mil pessoas ficaria totalmente submersa com o avanço do mar.
O impacto não se limitaria à perda de lares e bens materiais. Estamos falando também da transformação de pontos turísticos históricos, da migração em massa de populações e da redefinição de fronteiras urbanas, com efeitos sociais, econômicos e ambientais de enormes proporções.





