O Banco Central (BC) intensificou sua luta contra o crime organizado no sistema financeiro, adotando medidas que visam bloquear operações suspeitas e proteger os usuários.
Essas ações, em vigor desde o mês passado, obrigam as instituições financeiras a analisar todos os dados disponíveis, incluindo bancos de dados públicos e privados, para identificar possíveis fraudes. Com isso, o BC busca garantir mais segurança nas transações eletrônicas.

Medidas para Bloquear Suspeitas
As novas regras determinam que bancos e fintechs comuniquem aos clientes sobre qualquer bloqueio de contas por indícios de fraude. Além disso, o BC passou a invalidar chaves PIX associadas a golpes, impedindo envios e recebimentos de recursos.
Se um usuário tiver uma chave ou CPF/CNPJ marcado, as instituições podem recusar novos registros. Essa estratégia reforça os protocolos de segurança e reduz o risco de lavagem de dinheiro.
Limites e Regras Mais Rígidas
No início de novembro, o BC anunciou limites reduzidos para transferências via PIX e TED, fixados em R$ 15 mil para instituições não autorizadas ou conectadas por prestadores de tecnologia.
Agora, todas as novas entradas no sistema financeiro exigem aprovação prévia do BC, com critérios mais estritos, incluindo certificação técnica. Essas mudanças visam combater empresas irregulares que operam sem permissão, evitando prejuízos econômicos e fraudes.
Ataques Recentes e Operações Policiais
Os ataques hackers recentes destacam a urgência dessas medidas. A fintech Monbank sofreu um desvio de R$ 4,9 milhões, recuperando a maior parte, enquanto a Sinqia registrou perdas de R$ 710 milhões em transações não autorizadas.
Em julho, a C&M Software também foi alvo de invasões. Paralelamente, a Polícia Federal desmantelou um esquema bilionário do PCC, que usava fundos de investimento e fintechs para lavar dinheiro e evadir R$ 7,6 bilhões em impostos no setor de combustíveis.
Essas ações do BC representam um avanço crucial na proteção do sistema financeiro brasileiro, combatendo tanto fraudes digitais quanto redes criminosas.







