O Brasil se posiciona para competir com gigantes como Rússia, EUA, Índia e China no mercado de foguetes privados. Em outubro, um lançamento de Alcântara, no Maranhão, pode marcar o primeiro foguete orbital saindo do país. Operado pela sul-coreana Innospace, o evento visa atrair empresas estrangeiras para a base controlada pela Força Aérea Brasileira (FAB).
Segundo Rogério Veríssimo, diretor de governança da Agência Espacial Brasileira (AEB), o mercado global de lançamentos privados é limitado. Fila de espera chega a 18 meses, com crescimento acelerado. “É uma janela de oportunidade”, afirma ele, destacando o Programa Nacional de Atividades Espaciais até 2031.

Lançamento em Alcântara: Porta de Entrada para o Privado
A Innospace e a canadense C6 Launch são as únicas empresas privadas habilitadas no Brasil. Ambas usam Alcântara, mas planos incluem expansão com novas estações. O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte, também entra na mira.
O foguete sul-coreano não compete com missões nacionais suborbitais. Veríssimo enfatiza que a operação atrairá mais players, gerando empregos e inovação.
Vantagens Geográficas e Infraestrutura
A proximidade do Equador dá ao Brasil uma rotação terrestre mais rápida, reduzindo combustível em até 30%. Bases oceânicas minimizam riscos de detritos, isolando áreas habitadas.
Projeções de mercado subestimam o boom espacial. Benefícios indiretos incluem construção de infraestrutura e turismo, com visitantes assistindo lançamentos.
Projeto em Maricá: Nova Base no Rio
A Prefeitura de Maricá, no Rio de Janeiro, planeja uma base em ilhas a 4 km da costa. Focada em foguetes de baixa altitude, o projeto custaria R$ 500 milhões iniciais, incluindo porto e radares.
Celso Pansera, presidente da Condemar e ex-ministro da Ciência, vê viabilidade. “Especialistas indicam potencial para suprir demanda global”, diz. Autorizações do Ibama e Marinha estão em articulação.
A localização facilita logística, perto do Rio. As Ilhas Maricás, hoje turísticas, podem virar hub espacial.






