O Carrefour anunciou o fechamento de sua unidade do Supermercado Nacional em Torres, uma decisão que impacta não apenas a economia local, mas também a história da cidade. O Supermercado Nacional, que opera na Avenida José Bonifácio há décadas, sempre foi um ponto de referência para os moradores e visitantes de Torres.
Antigamente, a proximidade da rodoviária trazia um fluxo constante de clientes, contribuindo para o sucesso do mercado. No entanto, com a mudança da rodoviária para outra localização, o movimento começou a declinar, afetando diretamente as vendas e a viabilidade do supermercado.
Fechamentos em massa
Esse fechamento faz parte de uma estratégia mais ampla do Carrefour, que adquiriu a bandeira Nacional em 2022. Desde então, diversas unidades têm sido desativadas, especialmente no Litoral do Rio Grande do Sul. Além de Torres, as lojas de Tramandaí e Capão da Canoa também estão na lista de encerramento das atividades. A expectativa é que a marca Nacional seja completamente extinta até 2025, com a conversão de algumas unidades para o formato Carrefour Bairro.
A decisão de fechamento afetará diretamente cerca de 140 funcionários nas três lojas do Litoral. O Sindicato dos Empregados do Comércio de Santo Antônio da Patrulha já foi notificado sobre as demissões. Apesar do impacto negativo, há uma expectativa de que os trabalhadores possam ser recolocados rapidamente, já que o setor de supermercados enfrenta uma escassez de mão de obra.
O Carrefour está focando suas operações nas marcas Carrefour, Atacadão e Sam’s Club, priorizando grandes lojas e a conversão de pequenas unidades. Com a venda de algumas unidades e o fechamento de outras, a rede busca se reestruturar em um mercado cada vez mais competitivo. O fechamento do Supermercado Nacional em Torres é um reflexo das mudanças no setor e das novas diretrizes estratégicas do grupo.






