Uma nova espécie de abelha com chifres foi encontrada. A descoberta ocorreu nos campos auríferos da Austrália. A abelha tem uma aparência singular e “diabólica”. Cientistas a batizaram de Megachile lucifer.
A fêmea possui pequenos chifres no rosto. Eles são triangulares e voltados para cima. O macho não tem essa característica. A pesquisadora se inspirou na série “Lúcifer” para o nome.

O inseto mede cerca de 10 milímetros. Os chifres têm quase metade da largura do rosto. A descoberta é a primeira do grupo em vinte anos. O estudo foi publicado em revista científica.
Associação com Planta Ameaçada
A abelha foi vista em uma flor rara. A planta é a Marianthus aquilonaris, criticamente ameaçada. Ela cresce apenas na Serra de Bremer. A coleta ocorreu durante a floração.
Testes de DNA confirmaram ser uma nova espécie. O material genético não combinou com bancos de dados. Espécimes foram depositados em um museu australiano.
Função dos Chifres e Conservação
A função dos chifres ainda é um mistério. Eles podem ajudar na construção de ninhos. Ou na defesa contra competidores e parasitas. Outra hipótese é a manipulação de flores.
A abelha é considerada potencialmente ameaçada. A região sofre com mineração e mudanças climáticas. A planta que ela visita também está em risco.
A cientista alerta para a falta de estudos. Muitas empresas de mineração não pesquisam abelhas. Espécies desconhecidas podem ser cruciais para ecossistemas.
A Austrália tem mais de 1.700 abelhas nativas. A maioria nunca foi estudada formalmente. Sem um nome, a conservação se torna muito difícil.
A descoberta reforça a crise de polinização. A pesquisadora defende áreas protegidas. E monitoramento sistemático desses polinizadores. Perdemos espécies antes mesmo de conhecê-las.







