Cientistas da Embrapa, em parceria com a Universidade de Illinois, desenvolveram uma tecnologia inovadora para a indústria alimentícia. A novidade promete auxiliar consumidores na identificação do frescor de peixes por meio de uma embalagem inteligente que muda de cor com base no estado do alimento. Esta inovação busca aumentar a segurança alimentar e reduzir desperdícios.
O funcionamento desta embalagem se baseia no uso de antocianinas, pigmentos naturais presentes em vegetais como o repolho roxo. As antocianinas reagem às mudanças de pH, alterando a cor de uma roxa saudável para uma azul, sinalizando a deterioração do produto. Essa tecnologia elimina a necessidade de abrir a embalagem para verificar a qualidade do peixe.
Como a embalagem foi desenvolvida?
A tecnologia utiliza nanofibras que alojam as antocianinas. A fabricação das nanofibras é feita por meio de um processo conhecido como Solution Blow Spinning. Este método viabiliza a produção em larga escala de forma rápida e econômica. Durante os testes, filés de merluza demonstraram mudanças de cor perceptíveis em até 72 horas, reforçando a eficiência da metodologia.
Este desenvolvimento representa um avanço significativo na sustentabilidade e segurança alimentar. Utilizando resíduos agroalimentares, a embalagem contribui para a economia circular ao reduzir desperdícios e agregar valor a materiais descartados. Além disso, a capacidade de monitoração em tempo real minimiza os riscos de consumo de alimentos estragados.
A tecnologia ainda está em fase de testes, mas há uma expectativa de ampliar seu uso para outras espécies de peixes e frutos do mar. Se os próximos estudos forem bem-sucedidos, espera-se que a tecnologia chegue ao mercado em breve, oferecendo uma solução acessível para consumidores e participantes da cadeia produtiva.






