No Brasil, uma diferença significativa é observada no comportamento de homens e mulheres em relação aos cuidados com a saúde. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, apenas 69,4% dos homens consultaram um médico no ano anterior, em comparação com 82,3% das mulheres – uma diferença de cerca de 12,9%. Essa relutância está ligada a normas de gênero que retratam a busca por ajuda médica como um sinal de fraqueza.
Normas de gênero masculinas frequentemente incentivam homens a serem autossuficientes e a disfarçar qualquer sinal de vulnerabilidade. Esse comportamento resulta em uma menor adesão a consultas preventivas e cuidados de saúde, contribuindo significativamente para taxas mais altas de mortalidade por doenças crônicas entre os homens.
Comportamentos de risco e saúde
Homens também são mais propensos a adotar comportamentos de risco, incluindo o consumo excessivo de álcool, tabagismo e falta de atividade física regular. Estatísticas indicam que esses hábitos são fatores-chave no desenvolvimento de condições cardiovasculares e hipertensão. Estas doenças são mais prevalentes entre os homens, agravando ainda mais a situação de saúde masculina no país.
Para enfrentar esses desafios, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) foi implementada no Brasil. Esta política busca aumentar o acesso dos homens aos serviços de saúde, tornando-os mais acolhedores. Contudo, mudanças culturais são lentas e a aceitação das campanhas educativas, como o Novembro Azul, ainda enfrenta barreiras significativas.
Apesar dos esforços do governo e de organizações de saúde, a resistência masculina em cuidar da própria saúde persiste. A conscientização contínua e a adaptação de políticas são necessárias para quebrar barreiras culturais e sociais, incentivando os homens a aderirem a cuidados preventivos e tratamento precoce.







