A Meta, controladora do Facebook e Instagram, anunciou uma mudança significativa: a partir deste mês, usuários no Reino Unido poderão optar por uma assinatura paga sem anúncios.
A novidade surge como resposta às novas diretrizes regulatórias do Information Commissioner’s Office (ICO), órgão de proteção de dados britânico.
Essa opção não torna as plataformas obrigatoriamente pagas. O modelo gratuito, sustentado por anúncios personalizados, permanece para a maioria dos usuários. A assinatura é uma escolha para quem prefere privacidade maior.

Detalhes da Assinatura e Preços
O serviço custará £2,99 por mês (cerca de R$21,38) se contratado via web. Para assinaturas nos apps iOS ou Android, o valor sobe para £3,99 (aproximadamente R$28,53) na primeira conta Meta.
Quem aderir à versão paga terá seus dados pessoais protegidos contra uso em publicidade direcionada. Isso atende às demandas do ICO por maior controle sobre informações pessoais.
A Meta enfatiza que a mudança preserva o acesso gratuito, valorizando o ecossistema de internet com anúncios que beneficia usuários, empresas e plataformas.
Contexto Regulatório e Negociações
A decisão vem após negociações com o ICO. A Meta descreve a assinatura como um modelo viável, comum em setores como notícias, jogos e entretenimento.
“Estamos dando uma escolha clara no Reino Unido, com um preço competitivo – um dos mais baixos do mercado”, afirmou a empresa em comunicado oficial.
Apesar da novidade, a Meta reafirma sua crença em uma internet gratuita e personalizada via anúncios. A medida equilibra conformidade regulatória com sustentabilidade financeira.
Implicações para Usuários Globais
No Brasil, a notícia gera especulações. Embora limitada ao UK por ora, regulamentações semelhantes na UE e no Brasil (via LGPD) podem inspirar expansões.
Usuários preocupados com privacidade veem na opção um avanço. No entanto, o custo pode limitar o apelo para públicos de baixa renda, mantendo o modelo gratuito como principal.





