Um estudo recente revelou que adolescentes que passam mais de duas horas por dia rolando a tela de seus celulares ou tablets dobram o risco de desenvolver ansiedade e quadruplicam as chances de depressão. Essa pesquisa, publicada pelo Daily Mail, analisou o comportamento de jovens ao longo de nove meses e encontrou uma correlação alarmante entre o tempo de tela e problemas de saúde mental.
Atividades como o doomscrolling, que consiste em rolar a tela em busca de notícias negativas, têm contribuído para o aumento dos níveis de ansiedade, agressividade e impulsividade entre os jovens. Neurocientistas envolvidos na pesquisa observaram que 45% dos adolescentes entre 12 e 17 anos, que não apresentavam histórico de transtornos mentais, relataram sintomas psiquiátricos que necessitavam de avaliação médica.
A professora Emma Duerden, da Western University, destacou que os índices de ansiedade entre adolescentes saltaram de 8% a 15% para quase 50% na amostra estudada, um aumento alarmante.
Comportamentos relacionados ao uso de tela
O estudo coletou dados sobre o uso de telas, incluindo frequência, duração e tipos de interação nas redes sociais. A rolagem passiva, que envolve o consumo inconsciente de conteúdo, mostrou ser a mais prejudicial. Duerden alerta que esse comportamento não apenas aumenta a ansiedade, mas também leva ao tédio, frustração e comportamentos impulsivos, além de promover comparações sociais destrutivas.
Para mitigar esses riscos, a professora Duerden recomenda limitar o uso de telas a no máximo duas horas por dia e incentivar atividades físicas. No entanto, ela reconhece que afastar os jovens de seus dispositivos digitais é um desafio. Em estudos anteriores, alguns adolescentes relataram usar seus celulares por até 15 horas diárias.







