O Real Betis avalia acionar a Fifa para cobrar um valor que considera pendente na negociação de Luiz Henrique. O clube espanhol sustenta que o Botafogo ainda deve €2 milhões referentes a uma cláusula de venda.
A situação veio à tona após documento da Assembleia Geral de Acionistas do Betis mencionar a disputa. Segundo o jornal “ABC”, os espanhóis já registraram uma reclamação formal e aguardam resposta carioca.
O Botafogo havia desembolsado €16 milhões pela compra do atacante e quitado outros €2 milhões por metas esportivas. Porém, para o Betis, ainda falta o montante previsto para negociações posteriores no mercado europeu.
Cláusula de venda vira ponto central da discordância
De acordo com a imprensa espanhola, a cláusula se aplicaria à operação envolvendo o Zenit no início de 2025. A transferência rendeu €33 milhões e elevou a discussão sobre quem detinha os direitos econômicos do atleta.
A reportagem aponta que Luiz Henrique teria tido seus direitos repassados ao Lyon antes da ida ao Zenit. A manobra teria sido utilizada para ajudar o clube francês a cumprir exigências financeiras da DNCG.
Com essa transferência intermediária, o Betis entende que a cláusula de venda para o futebol europeu foi ativada. Já o Botafogo sustenta que o acordo só valia caso os direitos federativos fossem repassados diretamente ao Lyon.
Botafogo mantém posição enquanto disputa ganha novos elementos
O “GE” publicou na época que o clube brasileiro não precisaria pagar o valor adicional. O argumento era de que o Lyon não recebeu o atleta como parte oficial de seu elenco, o que inviabilizaria a cobrança espanhola.
Mesmo assim, informações posteriores reforçaram que o clube francês teria assumido os direitos econômicos do jogador. Esse ponto é o que fortalece a interpretação jurídica do Betis perante a possível ação na Fifa.
Agora, os espanhóis reúnem documentos para sustentar sua versão diante das autoridades esportivas. O Botafogo, por sua vez, segue confiante de que o entendimento inicial prevalecerá e evitará nova despesa na negociação.
