O Grêmio e Ronaldinho Gaúcho viveram um dos episódios mais polêmicos da história recente do clube. A saída do craque, em 2001, deixou marcas profundas e acabou parando na Justiça. Tudo começou quando o jogador, formado na base tricolor, acertou sua transferência para o Paris Saint-Germain.
O problema foi que Ronaldinho assinou um pré-contrato com o PSG antes de terminar oficialmente seu vínculo com o Grêmio. O clube gaúcho, que não recebeu nada pela transferência, reagiu imediatamente e iniciou uma longa disputa legal.
O PSG anunciou Ronaldinho em fevereiro de 2001, mas a oficialização da transferência só ocorreu em março daquele ano. Esse detalhe abriu brecha para o Grêmio buscar uma indenização milionária pelos direitos do atleta.
A polêmica negociação
Na época, o clube entrou na Justiça do Trabalho pedindo R$ 84 milhões, valor baseado em uma proposta que havia recebido do Leeds United meses antes. O caso rapidamente ganhou repercussão nacional e internacional.
Em primeira instância, Ronaldinho chegou a ser condenado a pagar R$ 29,5 milhões ao Grêmio. Não satisfeito, o Tricolor recorreu à FIFA, tentando responsabilizar o PSG pelo pagamento da indenização.
A disputa parecia interminável, mas em fevereiro de 2002 as partes chegaram a um acordo. O PSG pagou 4,2 milhões de dólares, cerca de R$ 16,8 milhões na época, para encerrar o processo e colocar um ponto final na briga.
Apesar de ter recebido bem menos do que pedia, o Grêmio garantiu uma compensação futura: passou a receber 5% de cada transferência de Ronaldinho ao longo de sua carreira. Ainda assim, o episódio ficou lembrado como um dos capítulos mais dolorosos e controversos da história do clube.






