O uso de gelo em lesões é uma prática comum, recomendada em todo o mundo para aliviar a dor e o inchaço. No entanto, a aplicação constante de gelo é avaliada com críticas mistas pelos especialistas. Recentes estudos e protocolos emergentes, apoiados por evidências científicas, indicam quando essa prática é, de fato, benéfica e quais os riscos associados ao uso prolongado.
O poder do gelo: imediato, mas com ressalvas
Médicos e fisioterapeutas concordam que o gelo é eficaz para aliviar a dor e o inchaço logo após uma lesão. Ao reduzir a atividade nervosa na área lesionada, ele proporciona alívio instantâneo. No entanto, há um ponto crítico: o gelo também pode inibir a inflamação, um processo essencial para a cura completa das lesões. Ao interferir na inflamação, o uso continuado de gelo pode resultar em um reparo inadequado do tecido, aumentando os riscos de lesões futuras.
Surge uma nova diretiva no tratamento de lesões: o protocolo “PAZ e AMOR” (PEACE and LOVE), desenvolvido em 2019. Este método defende a proteção, elevação, compressão e educação sobre carga ótima e exercício, afastando-se do uso imediato de gelo e anti-inflamatórios. Os profissionais da saúde agora promovem o retorno rápido, mas seguro, às atividades regulares, incentivando a mobilidade e o fortalecimento, sempre respeitando os limites da dor.
Atualmente, o uso de gelo continua relevante, mas deve ser moderado e breve. O equilíbrio é fundamental para garantir que a inflamação necessária ocorra naturalmente. As diretrizes atuais aconselham que os pacientes consultem profissionais de saúde para um diagnóstico e tratamento personalizados, garantindo o fluxo contínuo de avanços e informações médicas.






