O aumento do turismo global tem levado muitos destinos ao limite da capacidade de infraestrutura. Em 2023, cidades e países perceberam que o número de turistas já supera a quantidade de moradores locais, causando desafios significativos. Esse fenômeno, conhecido como overtourism, têm levado governos a tomar medidas drásticas para controlar o fluxo de visitantes e proteger a qualidade de vida dos habitantes.
Vaticano e Veneza: líderes em superlotação
O Vaticano é um exemplo notável dessa tendência, recebendo cerca de 7 milhões de turistas por ano, com uma população local de apenas 800 pessoas. Isso resulta em impressionantes 8.750 visitantes por residente. Veneza, na Itália, enfrenta uma situação semelhante, com mais de 30 milhões de visitantes anuais para uma população de apenas 50 mil, o que implica em cerca de 600 turistas por morador.
Esses números alarmantes destacam a popularidade desses destinos, mas também acendem o alerta sobre os impactos negativos de um turismo descontrolado, como pressão sobre a infraestrutura e serviços públicos.
Cidades como Barcelona e Veneza estão adotando medidas rigorosas para mitigar os efeitos do turismo de massa. Barcelona, por exemplo, tem restringido novas construções de hotéis e endurecido as regras para aluguéis de curto prazo, além de aumentar as taxas turísticas gradualmente até 2025. Veneza implementou uma taxa de acesso de €5 para visitantes diurnos e limitou o tráfego de grandes cruzeiros.
Essas medidas buscam não apenas regular o fluxo de turistas, mas também proteger o patrimônio cultural e a qualidade de vida dos moradores locais, equilibrando a presença de turistas com a sustentabilidade urbana.
Para dispersar a pressão, algumas cidades promovem destinos menos conhecidos, aliviando locais saturados. A sustentabilidade do turismo envolve avaliar constantemente novos destinos e práticas para manter o equilíbrio entre desenvolvimento e preservação ambiental.






