Uma descoberta feita no Ceará pode mudar o futuro da agricultura. Pesquisadores encontraram uma bactéria em solos áridos da região que deu origem a uma nova tecnologia contra a seca. O produto, chamado Hydratus, foi desenvolvido pela Embrapa em parceria com a empresa Bioma.
O Hydratus já tem autorização do Ministério da Agricultura para ser usado na cultura da soja. Além disso, está em fase de testes para aplicação em outras lavouras. A ideia é ajudar as plantas a resistirem melhor à falta de água e crescerem com mais força.
É claro que apenas essa bactéria não é suficiente para transformar desertos em grandes plantações. Mas, quando combinada com outras tecnologias que já estão sendo estudadas em diferentes países, como a China, ela pode abrir caminho para o aproveitamento de áreas hoje improdutivas.
Produzido com a bactéria Bacillus subtilis, o Hydratus foi criado para proteger as plantas em períodos de seca. Ele também pode trazer benefícios em áreas que já utilizam irrigação, ajudando a melhorar a produtividade das lavouras.
Em testes feitos em plantações comerciais, os resultados foram animadores. No milho, o ganho chegou a 7,7 sacas por hectare. Já na soja, o aumento médio foi de 4,8 sacas por hectare, mostrando o potencial econômico do novo produto.
O grande diferencial do Hydratus está na forma como foi produzido. Ele concentra uma alta quantidade de células da bactéria e conta com substâncias que garantem sua sobrevivência no solo. Isso também ajuda a aumentar a durabilidade do produto nas prateleiras.
Com isso, agricultores passam a ter mais uma ferramenta para enfrentar os desafios da falta de água no campo. E, ao mesmo tempo, a tecnologia abre novas possibilidades para expandir áreas produtivas em regiões onde quase nada consegue crescer.





