O Brasil destaca-se enquanto anfitrião de um evento crucial onde serão debatidas tecnologias oceânicas voltadas à energia renovável. Este encontro, parte da Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP), ocorrerá em novembro em Belém. O foco será demonstrar como o Brasil utiliza recursos do oceano para impulsionar a transição energética e diminuir emissões de carbono. Essa abordagem evidencia o papel vital do país na busca global por soluções energéticas sustentáveis.
Energias do oceano e o potencial brasileiro
Nos últimos anos, a energia eólica offshore avançou significativamente no Brasil, especialmente em sua Zona Econômica Exclusiva, com destaque na região Nordeste. Essa área apresenta ventos constantes e favorece o uso de turbinas, minimizando conflitos territoriais. Além disso, o país explora tecnologias emergentes, como a energia solar flutuante, utilizando o potencial marítimo de forma estratégica.
Outro marco é o projeto do Atlas do Potencial Hidrocinético Oceânico Brasileiro, iniciado em 2025. Este estudo visa mapear regiões propícias à geração de energia a partir de correntes marítimas, fornecendo alternativas limpas e contínuas de eletricidade. As correntes oceânicas são particularmente atraentes devido à sua previsibilidade, tornando-se uma fonte estável e confiável.

Transformações e expectativas para a matriz energética
A energia das ondas, marés e correntes oceânicas emerge como uma solução promissora nesse contexto. Apesar dos desafios tecnológicos e econômicos, tais fontes renováveis são cruciais para a diversificação da matriz energética do Brasil. Espera-se que, nos próximos anos, estas inovações posicionem o oceano como eixo central em uma revolução energética global, influenciando significativamente a produção de eletricidade renovável.
O evento em Belém tem grande potencial para redefinir estratégias globais nas tecnologias oceânicas de energia renovável. Visando o fortalecimento de uma matriz sustentável, o Brasil caminha para consolidar-se como referência internacional, aproveitando o vasto potencial de suas águas oceânicas.




