Estudo do Instituto Nacional de Gastroenterologia da Itália traz novas preocupações sobre o consumo de frango. Os pesquisadores monitoraram 4.800 adultos por 19 anos, investigando a relação entre a ingestão de carne de frango e possíveis consequências à saúde. Os resultados indicam que consumir mais de 300g de frango por semana pode aumentar em 27% o risco de morte por qualquer causa, comparado àqueles que consomem até 100g semanalmente.
Tradicionalmente vista como mais saudável, a carne de frango está sob escrutínio. Dentro do estudo, 1.028 participantes faleceram, com a carne de frango correspondendo a 41% de sua ingestão de carne semanal. O mais preocupante é a ligação observada entre o consumo elevado de frango e o aumento das chances de desenvolver câncer digestivo.
Diferenças de risco: frango vs. carne vermelha
Os dados não mostram o mesmo risco aumentado no consumo de carne vermelha, o que levanta questões sobre os motivos. Os pesquisadores sugerem fatores como tempo de cozimento prolongado, uso de pesticidas na ração das aves e hormônios administrados aos frangos.
O estudo destaca a necessidade de moderar o consumo de frango, sugerindo a diversificação das proteínas, como peixes, e a revisão dos métodos de preparo. Evitar altas temperaturas e longos tempos de cozimento são recomendações para minimizar riscos potenciais associados à carne de frango.
O debate em torno das dietas saudáveis ganha complexidade com esta pesquisa, mostrando que carne de frango, mesmo em quantidades consideradas moderadas, pode não ser tão segura quanto antes se pensava. Os resultados sublinham a importância de pesquisas adicionais para esclarecer essas associações. A procura por uma dieta equilibrada e atenta ao preparo dos alimentos permanece central no cuidado com a saúde e bem-estar.






