O recente acordo comercial entre China e Estados Unidos, firmado em maio de 2025, trouxe mudanças expressivas ao mercado global de soja. O pacto prevê que a China reduzirá as tarifas sobre produtos agrícolas dos EUA de 125% para 10%, enquanto os Estados Unidos diminuirão suas tarifas de 145% para 30% sobre produtos chineses. Essa decisão gerou expectativas quanto à demanda chinesa por soja americana, potencialmente redefinindo o cenário comercial global do grão.
O impacto direto do novo acordo já se reflete nos mercados futuros. Os contratos de soja na bolsa de Chicago registraram uma queda significativa, marcando o menor preço desde dezembro do ano anterior. No entanto, esse cenário de baixa não ofusca a importância estratégica do Brasil no comércio de soja. O país é um dos maiores fornecedores mundiais e vê seu setor de exportação fortalecido em meio a essas tensões comerciais.
Impactos no mercado interno e externo
O mercado interno de biocombustíveis dos Estados Unidos, embora afetado por múltiplos fatores, ainda não apresentou mudanças diretas atribuídas ao novo acordo China-EUA. Enquanto isso, verifica-se um crescimento nas exportações brasileiras de soja. No primeiro trimestre de 2025, o Brasil exportou 26,575 milhões de toneladas, um aumento de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Essa performance é em grande parte impulsionada pela demanda constante da China, que responde por uma fatia significativa das importações brasileiras. As condições meteorológicas favoráveis nos Estados Unidos aceleraram o plantio da soja, gerando expectativas de uma colheita robusta, embora ainda não haja dados específicos sobre o avanço do plantio até 11 de maio de 2025.







