O leilão do túnel submerso Santos-Guarujá, inicialmente marcado para 1º de agosto, foi adiado para 5 de setembro. A decisão veio após sugestões durante um roadshow na Europa, envolvendo o Ministério de Portos e Aeroportos e o governo de São Paulo. Estas entidades buscam aumentar a concorrência e otimizar o processo de licitação.
O ambicioso projeto, que exigirá investimento de R$ 6 bilhões, visa transformar a travessia entre Santos e Guarujá. Atualmente, a travessia é feita por balsas e catraias, movimentando diariamente mais de 21 mil veículos, além de ciclistas e pedestres. O túnel permitirá que a travessia, que hoje pode demorar até 20 minutos, seja feita em menos de dois minutos.
Ampliação do prazo e concorrência
O adiamento do leilão foi uma resposta a novas contribuições que apontaram melhorias no edital. Quatro consórcios liderados por empresas internacionais e nacionais participarão da disputa. Entre os interessados estão a italiana Webuild com a brasileira Marquise Infraestrutura e a chinesa CCCC com a portuguesa Mota-Engil. As melhorias propostas pretendem garantir um processo mais competitivo e transparente.
Incluído no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o túnel será o primeiro submerso da América Latina. Com uma extensão total de 1,5 km, dos quais 870 metros estarão submersos, a estrutura contará com três faixas de rolamento por sentido. Uma faixa será destinada ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), além de acessos para pedestres e ciclistas.
A conclusão da obra está prevista para 2028 e deverá criar aproximadamente 9 mil empregos diretos e indiretos. O leilão de setembro vai definir a concessionária responsável pela construção e operação do túnel, que será gerido por 30 anos. Espera-se que, com o projeto, a região experimente um impulso significativo na mobilidade urbana e no desenvolvimento econômico.







