Mais de 30 nações impuseram restrições à carne de frango do Brasil, após a confirmação de um surto de gripe aviária no município de Montenegro, Rio Grande do Sul. O surto, confirmado pelo Ministério da Agricultura em 16 de maio, marca o primeiro caso do tipo em uma granja comercial brasileira. Este desenvolvimento trouxe preocupações para as agroexportadoras, já que o Brasil responde por cerca de 40% das exportações globais de carne de frango.
Decisões globais e impacto econômico
Entre os países que optaram pela suspensão total das importações estão China, União Europeia e África do Sul. Por outro lado, Japão e Arábia Saudita restringiram as importações especificamente do município de Montenegro. A medida impacta diretamente grandes empresas do setor, como BRF e JBS, que enfrentam desafios logísticos e incertezas no mercado. A expectativa é de uma acentuada queda nas exportações, que normalmente giram em torno de US$ 813 milhões mensais.
O governo brasileiro está em diálogo ativo com os países importadores, buscando reverter restrições através da prestação de informações técnicas detalhadas sobre o controle e erradicação do surto. Internamente, foram adotadas medidas como a suspensão temporária da emissão de certificados sanitários para algumas nações, além do reforço nas barreiras sanitárias e estações de desinfecção.
Enquanto as negociações estão em curso, a situação demanda ações rápidas das autoridades e do setor privado para mitigar os impactos econômicos. O Ministério da Agricultura mantém uma força-tarefa para controlar o surto e minimizar prejuízos, assegurando a segurança sanitária e a retomada das exportações. À medida que novos desenvolvimentos surgem, as autoridades continuam em alerta para evitar novos focos e garantir que o setor avícola do país retome sua estabilidade.







