A Polícia Civil de Minas Gerais encaminhou um laudo com a perícia criminal de duas unidades da cerveja que supostamente teria causado uma doença misteriosa em BH. De acordo com o documento, duas amostras da marca Belorizontina, da cervejaria Backer, continham a substância dietilenoglicol, responsável por causar insuficiência renal aguda grave e alterações neurológicas. O laudo foi entregue para autoridades estaduais e municipais da área da saúde da capital. Veja vídeo da coletiva da Polícia Civil:
“Informo que nas duas amostras de cerveja encaminhadas pela vigilância sanitária do município de Belo Horizonte (cerveja pilsen marca Belorizontina lotes L1 1348 e L2 1348) foi identificada a presença da substância dietilenoglicol em exames preliminares. Ressalto que estas garrafas foram recebidas lacradas e acondicionadas em envelopes de segurança da vigilância sanitária municipal”, confirma a perícia. Veja o laudo completo
Alerta
O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS-MINAS) emitiu um nota técnica de orientação para os profissionais da saúde pública de Belo Horizonte e região. Na nota, o CIEVS-MINAS informou que os sete casos suspeitos apresentavam os mesmos sintomas: náuseas, dor abdominal, insuficiência renal aguda grave com evolução em 72h, alterações neurológicas como paralisia facial e borramento visual.
Segundo o documento, todos os profissionais que receberem pacientes com tais características devem notificar imediatamente o CIEVS-MINAS, preencher uma ficha de notificação, fazer um relatório médico e coletar exames. O centro não descarta a possibilidade de mais pessoas intoxicadas.
