Depois de morte, Minas intensifica apuração de doença misteriosa originada em Belo Horizonte
Além do homem que não resistiu a uma insuficiência renal, outras sete pessoas apresentam os mesmos sintomas; três estão conectadas ao bairro Buritis
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES) montou uma força-tarefa para apurar, até agora, o surgimento de oito casos de intoxicação em Belo Horizonte. O caso é tratado como uma doença misteriosa. Quatro casos estão ligados ao bairro Buritis, localizado na região Oeste da capital. O grupo de investigação ainda inclui agentes da Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Santitária, Polícia Civil e até técnicos do Ministério da Saúde.
Os casos passaram a ser relatados na semana do Natal e ganharam novo contorno com a morte de Paschoal Demartini Filho, de 55 anos. Ele estava internado em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, e faleceu nessa terça-feira (7). O corpo dele será encaminhado para exames mais detalhados em Belo Horizonte.
Natal trágico
Segundo relatos dos familiares, Paschoal passou a semana de Natal na casa da filha, localizada no bairro Buritis. O genro de Paschoal, que é morador da residência, também está internado com os mesmos sintomas que vitimou o aposentado: insuficiência renal e problemas neurológicos.
Além de Paschoal e seu genro, na tarde desta quarta-feira (8), dois novos casos da doença foram notificados no Buritis. De acordo com nota divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, do total de nove casos notificados, um foi descartado, pois o paciente não apresentou os mesmos sintomas e possui doença renal prévia. Os outros pacientes com suspeita da doença são homens, com idades entre 23 e 76 anos. Desses, sete moram em Belo Horizonte e outro em Nova Lima.
Cerveja e supermercado
As primeiras mensagens a circular nas redes socais atribuíam as internações, inclusive a de Paschoal Demartini, ao consumo de uma cerveja específica, que teria sido comercializada também num supermercado específico do Buritis.
Não há, no entanto, qualquer comprovação de que os pacientes diagnosticados com os sintomas tenham consumido a cerveja ou frequentado o mesmo supermercado. A marca e o estabelecimento, inclusive, já se pronunciaram oficialmente sobre o ocorrido.
Ainda em nota divulgada, a SES/MG afirma que “acompanha e monitora os casos e investiga os aspectos clínicos, epidemiológicos e sanitários que envolvem a ocorrência. Essa investigação abrange, inclusive, ação dos fiscais sanitários na coleta de alimentos e demais produtos, para análise laboratorial, além de vistorias nos locais de aquisição desses produtos”.




