Anglo American vai explorar em Conceição do Mato Dentro por pelo menos 50 anos

Visita ao canteiro de obras do projeto Minas-Rio

Anglo American vai explorar em Conceição do Mato Dentro por pelo menos 50 anos

Previsto para começar a operar no final de 2014, o projeto Minas-Rio, da Anglo American, deve explorar por um período mínimo de 50 anos em Conceição do Mato Dentro. A estimativa é bem conservadora, segundo a empresa, dada a quantidade de recursos minerais a serem explorados: 5,8 bilhões de toneladas. Nessa terça-feira, 16 de julho, a empresa convidou a imprensa regional para uma visita técnica ao canteiro de obras do projeto Minas-Rio, que fica dentro do município de Alvorada de Minas.

O projeto é um dos maiores de minério de ferro do mundo e o principal investimento da mineradora, com aportes da ordem de US$ 8,8 bilhões. A capacidade de produção anual é de 26,5 milhões de toneladas. Durante a visita, os diretores da empresa apresentaram o andamento das obras – que inclui planta de beneficiamento, mineroduto e porto – e informaram que, a partir do ano que vem, boa parte dos trabalhadores de fora, envolvidos na fase de instalação do projeto, será desmobilizada com o fim de algumas obras. Apenas duas contratadas ficarão na região a partir de 2014, para concluir a montagem eletromecânica.

Mas antes, as cidades do entorno, principalmente Conceição do Mato Dentro, ainda vão lidar com o desconforto da intensa população flutuante. Atualmente, 14 mil operários trabalham no projeto da mina ao porto, no Rio de Janeiro – 6 mil só na região de Conceição. A quantidade total de profissionais deve chegar a 15 mil até o final de 2013, quando as obras estarão no pico. A partir de então, com a redução da quantidade de pessoas nas cidades, é esperada uma redução na pressão sobre os serviços públicos, principalmente de saúde.

A planta de beneficiamento está sem nenhum impedimento legal, com as obras de terraplenagem concluídas e 90% das obras civis executadas. A montagem eletromecânica segue com carga total. A linha de transmissão, que levará energia da subestação da Cemig, em Itabira, para o projeto, começou a ser instalada em janeiro e também está adiantada.

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Outra frente de trabalho se desdobra para construir a adutora que levará água de Dom Joaquim para alimentar a planta de beneficiamento e o mineroduto. A empresa enfrenta alguns desafios políticos no município onde é feita a estação de captação e negocia com o prefeito Joraci Madureira as contrapartidas. O chefe do Executivo chegou a embargar a obra.

O mineroduto, o maior do mundo com 525 km de extensão, está com 273 km de tubos rebaixados e 410 km de pistas abertas. Há, ainda, ao longo dos 32 municípios, cerca de 90 impedimentos que estão sendo tratados, mas nada que ameace, segundo a empresa, o cronograma das obras.

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