Cantor sertanejo morre de cirrose no interior de Minas Gerais

Artista formava dupla com Carlito desde 1975 e faleceu aos 76 anos

Cantor sertanejo morre de cirrose no interior de Minas Gerais

O cantor sertanejo Eurípedes Simões França, mais conhecido como Baduy, da famosa dupla Carlito e Baduy, morreu nesta segunda-feira (11), aos 76 anos de idade, na cidade de Uberlândia (MG), onde estava internado desde o mês passado.

O cantor e compositor estava internado desde o dia 21 de dezembro após sofrer uma cirrose hepática e, desde então, lutava pela vida em estado grave em um hospital da cidade, mas não resistiu após complicações e veio a óbito nesta segunda.

Aos 76 anos, Baduy deixou quatro filhos. Seu sepultamento será às 16 horas desta terça-feira (12), no cemitério Campo do Bom Pastor, também na cidade de Uberlândia.

Ele era natural de Itumbiara (GO) e em 1975 gravou o primeiro disco ao lado de Carlito. Desde então, a dupla ficou conhecida como “Os Reis do Batidão”, título do primeiro álbum. A música “Cachoeira de Lágrimas” foi a que mais se destacou no projeto.

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Sobre a dupla

Mauril Leal de Paula (Carlito), nasceu em Frutal, no estado de Minas Gerais, no dia 04 de novembro de 1948 e até os vinte anos trabalhou na lavoura. Apesar da vida difícil, Carlito, desde cedo, reservou tempo para a música; assim com cinco anos, começou a cantar ao lado de um irmão, com sete anos já tocava viola; com quinze anos começou a aprender tocar violão, deixando a fazenda, foi trabalhar em Furnas, como ajudante de carpinteiro, depois como oficial de carpinteiro, encarregado de estudos topográficos e montagem de formas de barragem.

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Já Eurípedes Simões França (Baduy) nasceu em Itumbiara, no estado de Goiás, no dia 23 de novembro de 1943, numa fazenda. Dos oito aos doze anos, trabalhava carreando boi, depois foi tratorista e, aos dezesseis anos, já na cidade, trabalhava como caminhoneiro, ao lado do pai. Com dezenove anos, mudou-se para Ituiutaba e arrumou serviço como guarda-noite de um hotel, dedicando-se a música e apresentando-se nas rádios Platina e Difusora. A música como para Carlito, entrara cedo em sua vida.

Sua mãe cantava, um tio tocava acordeão; com dez anos começara a tocar esse instrumento, em virtude de um acidente, em que foi atingido no peito, Baduy se viu obrigado a deixar o acordeão. Assim com dezesseis anos começou a tocar violão e a partir dos vinte anos, ficou só com este instrumento. Em Ituiutaba/MG, formou o Trio Goiano, com Aeni R. da Silva e Carlos Borges; depois dupla com o primo Germano Simões de Lima; Euripinho e Germani durante dois anos.

Daí, já como Baduy, fez dupla com Osvaldo Severino da Silva, o Seresteiro, com quem chegou a gravar um compacto duplo, depois um LP, acompanhados pelo acordeão de Luís Conceição. Vieram os shows, os programas de rádio e novos LPs, sendo o de 1967 com Nhozinho no lugar de Luís Conceição; em 1968 a dupla se desfez e, a partir daí, até encontrar Carlito, Baduy não teve parceiros fixos.

Em 1975, a dupla Carlito e Baduy gravou, pela Gravadora Continental, seu primeiro LP, com o sub-título “Os Reis do Batidão”, contendo a música “Cachoeira de Lágrimas”, a qual obteve maior sucesso. Intensificaram-se os shows em vários estados do Sudeste, do Sul e Centro-Oeste. Em 1976, Carlito e Baduy resolveram a unir-se a este talentoso e categorizado acordeonista Voninho. Depois de alguns discos gravados, veio a parceria com Nhozinho, Elias Filho, e atualmente com Taquinho.

Ao longo de 40 anos de carreira, gravaram mais de 20 discos (entre LPs e CDs) e 3 DVDs.
Entre seus grandes sucessos, destacamos: Cachoeira de Lágrimas, Primavera de Amor, Mulher Sempre Mulher, Nos Braços da Morena, Nosso Amor Não Vale Nada, Kilômetro 11, entre outros.

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