Superlotação nos horários de pico, valor da tarifa, tempo de espera, alcance das linhas, conforto… essas são algumas das principais reclamações dos usuários dos coletivos em Itabira. Para o gerente da Transporte Cisne, Albino José Pinheiro, pelo menos uma dessas queixas tem um vilão bem definido: ele culpa os gargalos no trânsito da cidade pelos atrasos nas viagens. Para resolver o problema, o executivo sugere o desarquivamento de estudos engavetados para melhorar a mobilidade no município.
“Os atrasos são decorrentes do trânsito. Temos gargalos em diversas rotatórias onde os ônibus ficam parados na via, como próximo a rodoviária e na praça Acrísio, por exemplo. Esses projetos de mobilidade têm estudos para evitar estes gargalos. Então, os ônibus vão continuar chegando atrasados”, ponderou Albino Pinheiro.
Ele comenta que a Cisne recebeu, este mês, muitas reclamações dos moradores do Pedreira. Na noite de ontem (15), usuários do transporte público fizeram um protesto contra a superlotação dos ônibus que vão para o bairro. Albino Pinheiro argumenta que, devido à obra para construção de um anel hidráulico, o trânsito na Estrada 105 tem sido interrompido diariamente, entre 7h e 16h.
“Não tem como [não atrasar]. O ônibus fica preso no trânsito. Este mês tivemos muita reclamação do pessoal da Pedreira, teve até manifestação. Mas como está sendo construído um anel hidráulico e tem as operações ‘pare e siga’, os ônibus costumam perder até 20 minutos por ali. Quem está esperando o ônibus mais a frente vai contabilizar esses 20 minutos de atraso. E para ele retornar é a mesma coisa”, justificou Albino Pinheiro.
Projetos de mobilidade
Nos últimos dois governos, dos ex-prefeitos João Izael Querino Coelho (2005 a 2012) e Damon Lázaro de Sena (2014 a 2016), projetos de mobilidade urbana foram desenvolvidos em Itabira. No entanto, o Plano de Ação Integrada de Trânsito e Tráfego (Paitt) e o Plano de Mobilidade Urbana (PlanMob) estão engavetados. O transporte público nesses projetos é visto como uma das prioridades.
“Entendo que nesses planos foram propostas muitas melhorias. Mas, sei também que isso envolve custo e, como o município está em recessão, acho que por isso eles não tiraram ainda do papel e iniciaram a execução desses projetos. Esses estudos trariam benefícios também para a Cisne, uma vez que se pretende melhorar as vias, os ônibus conseguiriam ter mais mobilidade e rodar com menos tempo, e o custo do diesel seria menor porque quanto mais tempo o ônibus ficar parado nas vias, mais custo tem a empresa”, disse o gerente da Cisne.
O canal para o passageiro falar com a Transporte Cisne é através do telefone (31) 3839-3800. O envio de sugestões, reclamações e elogios também pode ser feito através do site www.transportescisne.com.br/contato.

