Condenado do 8 de janeiro com câncer tem prisão domiciliar concedida por Moraes

Junkes fez parte do grupo de pessoas que invadiu o Palácio do Planalto depredando seu interior

Condenado do 8 de janeiro com câncer tem prisão domiciliar concedida por Moraes
Fotos: Cadu Gomes/VPR/Flickr

O professor Jaime Junkes, de 68 anos, acometido por um câncer de próstata, condenado em maio de 2024 a 14 anos de prisão em denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR), teve concedida prisão domiciliar pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Junkes fez parte do grupo de pessoas que invadiu o Palácio do Planalto depredando seu interior.

Em 12 de março, a Polícia Federal informou que o professor teve um princípio de infarto e recebeu atendimento. Sua defesa pediu a mudança do regime para prisão domiciliar e, em 21 de março, Moraes concedeu permissão de saída para se tratar, mas negou a mudança do regime da pena. 

Mas, uma semana depois, na sexta-feira (28), Moraes definiu pela prisão domiciliar e “diante da sua grave condição de saúde, reiteradamente comprovada nos autos, concedo a prisão domiciliar”.

O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido no legislativo, solicitou neste sábado (29), que a PGR reavalie as prisões preventivas do 8 de janeiro, argumentando que os fundamentos para beneficiar Débora Rodrigues (que pichou a estátua “a Justiça” com batom), também se aplicam aos outros réus que seguem detidos.

Dos 513 deputados federais procurados para o levantamento do Placar da Anistia, 421 responderam, enquanto 126 não concordam com o projeto da anistia. 104 optaram em não responder.

* Fonte: UOL