Dedicação e entusiasmo com a Pediatria

A médica Ermelina Meroto Roncete Valadares Costa, há mais de 50 anos na profissão, tem muitas histórias para contar

Dedicação e entusiasmo com a Pediatria
Foto: Gustavo Linhares/DeFato
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Há mais de 50 anos, a médica pediatra Ermelina Meroto Roncete Valadares Costa escolheu uma profissão que exige dedicação, estudo e muito amor ao próximo. A primeira médica a trabalhar no Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD), tem muitas histórias para contar ao longo de todos esses anos. Em um bate-papo informal, ela relembrou momentos marcantes de seu ofício, falou do amor à profissão e da rotina que exercer até hoje.

Você sempre quis ser pediatra?

Não. Na verdade, não foi minha primeira opção. Talvez a segunda. Primeiramente, pensei em fazer obstetrícia. Mas, quando iniciei, não gostei muito e fui para a pediatria. Cursei na EMESCAM – Escola de Medicina da Santa Casa de Misericórdia. Meu primeiro contato com essa especialidade foi durante o curso de pediatria. Desde então, sempre me dediquei a ela.

Além de atender no Hospital Nossa Senhora das Dores, você também atende no pronto-socorro. Qual a diferença entre trabalhar lá e em consultório?

Ah, é muita. No pronto-socorro é urgência e no consultório não. No consultório, você vê a urgência e encaminha para o pronto-socorro. Trabalhar em um ambiente que exige imediatismo te torna um profissional muito mais dinâmico. Eu gosto disso.

Dra. Ermelina, a primeira médica a trabalhar no HNSD. Foto: Gustavo Linhares/DeFato

Como é a rotina de uma pediatra?

Hoje, que já não me dedico ao consultório, tenho uma rotina muito diferente. No pronto-socorro existem muitas intercorrências e a rotina altera o tempo todo.

Qual o segredo para ser uma boa pediatra?

O que mais te encanta na profissão? Conheci excelentes pediatras. Talvez a receita seja ouvir, sentir a criança e os pais. Eu faço sempre o meu melhor. Acho que o que mais me encanta no desenvolvimento do meu trabalho é o alívio da dor.

Podemos dizer que o pediatra é pediatra 24 horas por dia? Às vezes, consegue se desligar totalmente da profissão?

Penso que seja como qualquer ofício. Há algum tempo, o Conselho Federal de Medicina lançou essa frase que ficou marcada para mim: “ Médico, eu sou”. Mas, mesmo assim, consigo me desligar, sim.

O tempo vai passando e os antigos pacientes pediátricos começam a aparecer no consultório para trazer os filhos. Como é esse reencontro?

Me sinto feliz e recompensada. É sinal que deu certo.

Com o acesso à internet, muitos pais já buscam diagnóstico via “Dr. Google” e chegam ao consultório com o diagnóstico. O que você pensa a respeito disso?

Penso que faz parte do que é a vida hoje. Isso não me incomoda em nada. A obrigação do médico é informar. Então, é necessário ter paciência e não se faz pediatria sem paciência. Os pedidos de consultas via Facebook ou Whatsapp são muito comuns. Acho que, respeitando a ética médica, é um bom recurso. Portanto, é importante haver um acordo entre as partes.

Durante todos esses anos de profissão, teve algum caso que te marcou muito?

Sim. Me lembro de uma criança, com dois anos de idade, que estava com uma doença muito grave e teve uma recuperação extremamente rápida. Agradeço ao meu Deus por ter sido comigo.

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